Último clube de Bruno foi o Flamengo, onde estava quando o crime aconteceu
Último clube de Bruno foi o Flamengo, onde estava quando o crime aconteceu

O ex-goleiro Bruno Fernandes deve deixar a Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (APAC) de Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte, na tarde desta sexta-feira (24), e já saí com possibilidades de trabalho.

“Ele já tem propostas fora de Minas”, garantiu o advogado Lúcio Adolfo, dando a entender que o condenado pode voltar a jogar futebol em breve.

Ainda, conforme Adolfo, Bruno conseguiu uma habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) e responderá ao processo, pelo sumiço e morte de Eliza Samudio, em liberdade. A defesa do ex-jogador disse que caberá a ele a decisão de onde ele ficará morando, já que possui residência nas capitais de Minas e do Rio de Janeiro. Bruno é casado a dentista Ingrid Calheiros.

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Em 2012, Bruno foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão pela morte de Eliza. O corpo dela nunca foi encontrado.

Habeas corpus deferido

A decisão foi deferida pelo ministro Marco Aurélio Mello do Supremo Tribunal Federal (STF), nessa quinta-feira (23), que assumiu o caso no lugar do ministro Teori Zavascki, morto em um acidente aeronáutico em janeiro deste ano.

Para o ministro, Bruno está preso há 6 anos e 7 meses sem ter seus recursos julgados. “Nada, absolutamente nada, justifica tal fato”, disse o ministro em sua decisão. “Embora a complexidade do processo possa resultar na demora do julgamento do recurso, não deve, jamais, resultar no tempo da prisão de natureza provisória”.

O recurso foi solicitado pelo advogado do ex-goleiro, Lúcio Adolfo, e chegou ao STF em dezembro de 2016.


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