Reunião /  Foto: Micheli Bernardeli
Reunião com os pais dos participantes dos projetos sociais / Foto: Micheli Bernardeli

Na sexta-feira, dia 03, aconteceu no Catru, em Capinópolis, a primeira reunião do ano com os pais e responsáveis pelos programas Peti e Talento Jovem.  “Estamos muito animados para começarmos as atividades de 2017. Para tanto, após a reunião geral na semana passada com toda a equipe para alinharmos o início do nosso projeto, fizemos  uma reunião com os pais dos programas Talento Jovem e Peti, no intuito de passar informações aos pais para que eles participem ativamente da vida social das crianças, inclusive, das atividades deles nos programas”, disse a secretária municipal de assistência social, Nathália Damião Brandão. Em entrevista, ela fala sobre a importância dos programas na vida dos participantes e familiares.

Pergunta: Explique a diferença entre Peti e Talento Jovem.

Nathalia Damião Brandão: Ambos são programas sociais diretamente ligados ao CRAS – Centro de Referência em Assistência Social. Atualmente, a Mona está na coordenação, como psicóloga, sendo que o Peti é voltado às crianças de 7 a 12 anos e o Talento Jovem é voltado aos adolescentes, de 12 a 17 anos. Tanto o Peti, quanto o Talento Jovem possuem o objetivo de fazer com que as crianças fora do horário escolar tenham uma atividade, que produzam algo importante para a vida deles, que é saber estar em convívio. Nós trabalhamos diversos temas, como socialização, respeito, cidadania e com os jovens a questão de preparo para o mundo de trabalho, no sentido deles entenderem como funciona tudo isso. O intuito é esse e a participação dos pais tem que ser ativa, porque eles estão conosco algumas horas por semana e estão com os pais o resto do dia.

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Pergunta: E essas crianças e jovens têm que estar matriculados. Vocês exigem essa frequência na escola?

Nathalia: Um dos critérios para a inscrição é o comprovante de escolaridade, demonstrando que a criança está matriculada e frequentando a escola.

Pergunta: Esses encontros com os pais vão acontecer em outras épocas também?

Nathalia: Serão frequentes. A Mona organizou um cronograma de encontros de três em três meses para que esses pais venham e ela vai trabalhar com eles temas que também serão trabalhados com os filhos deles.

Pergunta: Nos programas trabalham crianças e jovens e os pais também são trabalhados, sendo mesmo um trabalho de família?

Nathalia: O intuito do trabalho no CRAS é englobar a família, pois não adianta estarmos somente com uma parte dela, por isso estamos frisando sempre a importância da participação dos pais, não é apenas matricular e deixar o filho ir, mas é acompanhar o progresso do filho e as ideias que estão sendo trabalhadas nos programas.

Pergunta: O artesanato é ligado a esses dois projetos?

Nathalia: Sim. É a nossa ferramenta base. É através do artesanato que vão surgindo os temas e as atividades e também vai ensinando as crianças aquele modo de trabalhar e ganhar a sua renda, sem depender muitas vezes de ser contratado ou coisas assim.

Pergunta: Em março dá-se início aos programas Peti e Talento Jovem?

Nathalia: Vamos realmente começar as nossas atividades, tudo o que a gente vem programando desde o início do ano, estamos muito animados, tenho uma equipe muito envolvida e maravilhosa, que trabalha com muito amor, e espero esse mesmo amor vindo dos familiares. A gente como psicóloga trabalhando muito nesse setor, ainda escuta muito isso: “desisto e deixo com você agora!”, e não é assim, é difícil criar filho no mundo de hoje, é complicado e por isso temos que nos unir, é um trabalho em parceria, mas a maior responsabilidade realmente é dos pais, então estamos aqui com esse apoio e sustento para que os pais consigam exercer a função de educar essas crianças e, principalmente, amar e muito.

Os pais comemoram

Os familiares são peça chave do sucesso dos programas do CRAS. A mãe Rosane falou com a nossa reportagem que fica muito feliz com o participação dos filhos nos programas sociais.

“Eu quis matricular meus filhos no Peti, pelo incentivo de aprendizagem e preencher os momentos vagos, para eles não ficarem na rua e não estar procurando coisas erradas”.

Pergunta: Há quanto tempo eles já participam?

Rosane: O Rafael já tem dois anos e o Gabriel começou o ano passado.

Pergunta: E que benefícios você está vendo em casa?

Rosane: A parte de artesanato eles aprendem muitas coisas, socialização com outras pessoas, incentivo em relacionamentos, benefícios mais educativos.

Pergunta: E na escola você vê que eles melhoram?

Rosane: Com certeza.

Pergunta: E quando eles fazem o convite para a reunião com os pais você faz questão de participar?

Rosane: Sim, porque acho importante estarmos sempre acompanhando o crescimento de nossos filhos e desde pequeninos estar sempre participando para eles entenderem também que a gente se importa com eles em estar sempre os observando. Eles sabem se os estamos observando ou não.

Pergunta: E o que você deseja para seus filhos?

Rosane: Só o melhor. A mãe sempre torce para que os filhos sejam boas pessoas na vida. Tento levar sempre para esse lado da educação, de coisas boas, não sei se sempre vai ser assim, mas enquanto estiverem sob o meu domínio, o que eu puder fazer de bom para eles eu vou fazer.


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