07/05/1917 – Vladimir Lenin assume a presidência do primeiro governo soviético

Vladimir Lenin / Imagem: L. Léonidov [Domínio público]

O dirigente revolucionário russo e líder bolchevique, Vladimir Lenin, foi o primeiro presidente do Governo da União Soviética. Manteve o cargo como primeiro mandatário durante 7 de maio de 1917 e 21 de janeiro de 1924. Durante os anos 1918 e 1920, a guerra civil conduziu o governo soviético à beira do desastre. Para Lenin, o destino da Rússia dependia da revolução mundial, e em especial do futuro do movimento desenvolvido na Alemanha pelos espartaquistas (grupo de socialistas revolucionários alemães). No dia 2 de março de 1919, em Moscou, inaugurou o Primeiro Congresso Internacional, no qual evocou os líderes do comunismo alemão Karl Liebknecht e Rosa Luxemburgo, que foram assassinados durante a revolta espartaquista. Esse processo elevou o comunismo russo à categoria de modelo a ser imitado por todos os países comunistas do mundo e, ao defender os movimentos de liberação nacional dos povos coloniais e semicoloniais da Ásia. Dessa forma Lenin conseguiu ampliar enormemente o número de aliados da Revolução Soviética.

07/05/1965 – Keith Richards compõe ‘Satisfaction’

Nas primeiras horas da madrugada de 7 de maio de 1965, em um quarto de hotel em Clearwater, na Flórida, um Keith Richards sonolento se levantou, pegou um gravador e eternizou uma das melodias mais famosas de todos os tempos: o riff de abertura de “(I Can’t Get No) Satisfaction”, dos Rolling Stones. Ele, então, voltou prontamente a dormir.

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“Quando eu acordei, de manhã, a fita tinha acabado”, Keith lembra muitos anos depois. “Eu a coloquei novamente e aí estavam esses, talvez, 30 segundos de ‘Satisfaction’ em uma versão bem sonolenta. E, então, de repente a guitarra faz ‘CLANG’ e depois há tipo 45 minutos de ronco”. Não era muita coisa para trabalhar em cima, mas ele a tocou para Mick Jagger ainda naquele mesmo dia. “Ele só tinha uma pequena parte e depois já tinha o riff”, lembra Mick. “Soava como algo country em um violão – não parecia rock. Mas ele não gostava muito daquilo, achava que era uma brincadeira… Ele não achou que aquilo era um material para single, e todos nós dissemos ‘Você está louco’. O que, de fato, ele estava”.

Com a letra escrita por Jagger – Keith já tinha criado o verso “I can’t get no satisfaction” –, os Stones levaram a música ao estúdio Chess em Chicago apenas três dias depois, em 10 de maio de 1965, e a terminaram em 12 de maio após um voo para Los Angeles e uma sessão de 18 horas de gravação na RCA.  Foi lá que Keith plugou uma versão antiga de um pedal de fuzz da Gibson à sua guitarra e deu ao riff, que, inicialmente ele imaginara tocado por metais, sua sonoridade única e emblemática.

Embora, na época, os Stones estivessem na metade de sua terceira turnê norte-americana, seus únicos verdadeiros hits nos EUA eram “Time Is on My Side” e o lançamento mais recente “The Last Time”. “Satisfaction” foi a música que iria levá-los ao superestrelato. Quarenta anos depois, quando a revista Rolling Stone colocou “Satisfaction” no segundo lugar da sua lista de 500 maiores músicas de todos os tempos, lançou a seguinte perspectiva histórica sobre o riff criado por Keith Richards em 7 de maio de 1965: “Aquela faísca no meio da noite… foi a encruzilhada: o momento em que o trôpego e sonhador rock and roll se tornou o rock que conhecemos”.

Tradução:

Não consigo ficar satisfeito

Não consigo ficar satisfeito

Não consigo ficar satisfeito

Porque eu tento, e tento, e tento

Não consigo ficar satisfeito

 

Quando estou dirigindo meu carro

E aquele homem aparece no rádio

Ele está me dizendo mais e mais

Sobre uma informação inútil

Supostamente tentando pôr fogo em minha imaginação

Não consigo, não não não

Hey hey hey, é o que eu digo

 

Não consigo ficar satisfeito

Não consigo ficar satisfeito

Porque eu tento, e tento, e tento

Não consigo ficar satisfeito

 

Quando estou vendo minha Tv

E aquele homem vem e me diz

O quão brancas minhas camisas podem ser

Mas ele não pode ser um homem porque ele não fuma

Os mesmos cigarros que eu

Não consigo, não não não

Hey hey hey, é o que eu digo

 

Não consigo ficar satisfeito

Não consigo fazer as garotas reagirem

Porque eu tento, e tento, e tento

Não consigo ficar satisfeito

 

Quando estou dirigindo pelo mundo

E estou fazendo isso e assinando aquilo

E tentando conhecer uma garota

Que me diz, querido, é melhor você vir semana que vem

Porque, veja só, estou numa maré de azar

Não consigo, não não não

Hey hey hey, é o que eu digo

 

Não consigo ficar satisfeito

Não consigo ficar satisfeito

Sem satisfação, sem satisfação, sem satisfação

07/05/1880 – Morre marechal Duque de Caxias

Imagem: Carneiro, Silva & Tavares [Domínio público]

No dia 7 de maio de 1880 morria, na fazenda de Santa Mônica, em Desengano (hoje Juparanã, RJ), Luís Alves de Lima e Silva, mais conhecido como Duque de Caxias, também chamado de O Pacificador ou O Marechal de Ferro. Nascido em 25 de agosto de 1803, em Porto de Estrela (RJ), ele foi um dos mais importantes militares e estadistas da história do Império do Brasil. Em 20 de outubro de 1832, após ser promovido a Tenente Coronel, assumiu o seu primeiro Comando Militar: o Corpo de Guardas Municipais Permanentes, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Em 1833, casou-se com Ana Luísa do Loreto Carneiro Vianna, na época com 16 anos, de origem aristocrática. Com ela três filhos: Luísa, Ana e Luís Alves. Em 1839, foi para o Rio Grande do Sul, para lutar na Revolução Farroupilha. Em dezembro de 1839 deixou o comando dos Permanentes por ter sido nomeado presidente da Província do Maranhão. Lá, fez parte das ações militares da Balaiada, na Província do Maranhão, em 1839. Por seu desempenho no conflito, recebeu o título de Barão de Caxias, outorgado em 1841. O título foi uma referência à cidade maranhense de Caxias, palco de batalhas decisivas para a vitória das forças imperiais. Fora isso, ainda abafou movimentos de revoltosos dos liberais em Minas Gerais e São Paulo (1842). Em 1845, quando ocorria a Guerra dos Farrapos, recebeu o título de Marechal de Campo. Passou a ocupar o cargo de Presidente (governador) do Rio Grande do Sul. Por todo o seu trabalho, ganhou o título de Conde de Caxias. Na vida política do Império, foi um dos líderes do Partido Conservador. Tornou-se senador vitalício a partir de 1845. Também foi Ministro da Guerra e presidente do Conselho por três vezes na segunda metade do século XIX (1855-1857, 1861-1862 e 1875-1878). Na política externa, participou de todas as campanhas platinas do Brasil independente, como a campanha da Cisplatina (1825-1828), foi comandante-geral dos exércitos da Tríplice Aliança (1867), na Guerra do Paraguai (1864-1870). Após a ocupação da capital paraguaia, ele teve que deixar seu posto por motivos de saúde ainda antes do término do conflito. Contudo, sem se recuperar completamente, o Duque de Caxias acabou morrendo no dia 7 de maio de 1880.


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