O ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, que também já foi assessor do presidente Michel Temer, foi preso em Brasília no último sábado (3) de junho durante fase da operação Lava jato – o mandado de prisão foi expedido por decisão do ministro Edson Fachin, relator da operação no Supremo Tribunal Federal (STF).

Filho de uma tradicional família curitibana, daquelas cujo sobrenome abre portas, independente do dinheiro, cheio de primos e de tios e frequentador de clubes elitizados. Nos bastidores da política, Loures era visto como sendo educado, elegante, extremamente simpático e prestativo.

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Ajudou o pai a recuperar a falida empresa da família – a Nutrimental – lançou as barrinhas “nutry” e se tornou exemplo de empresário de sucesso. Em 2003 Rodrigo assume a chefia de gabinete do governador Roberto Requião (PMDB). Sua presença era tido como simpática e suave na antessala do grotesco Requião. Se elegeu deputado Federal em 2006 pelo (PMDB). Em 2010, o PMDB do senador Roberto Requião indica Loures para ser o vice-governador na chapa do senador Osmar Dias (PDT) – perde a eleição e fica sem mandato, tornou-se então, o assessor do vice-presidente Michel Temer em Brasília. Em 2014, tenta se eleger deputado federal novamente, mas fica como primeiro suplente e logo tomou posse como deputado após Osmar Serraglio (PMDB-PR) se tornar o ministro da Justiça. Serraglio foi exonerado do cargo e o presidente Michel Temer ofereceu o ministério da Transparência, mas magoado, Osmar Serraglio decidiu não aceitar o convite de Temer para assumir o ministério e retornou à Câmara dos deputados, tirando assim, o mandato e o foro privilegiado de Rodrigo Rocha Loures.

Loures foi filmado pela Polícia Federal recebendo uma mala com R$ 500 mil da JBS e não havia sido preso devido ao foro privilegiado promovido pelo cargo de deputado.

Agora preso, o que Loures pode delatar?

Segundo levantamento feito pelo Tudo Em Dia, o pai de Rodrigo, o empresário Rodrigo Costa da Rocha Loures (dono da Nutrimental) foi fundamental para que o filho desistisse, por ora, de delatar;

Ana Seleme, esposa de Loures está praticamente rompida com o sogro. Grávida de 8 meses, ela não gostou da estratégia adotada pelo pai de seu marido.

Cezar Roberto Bitencourt, advogado do Loures, avalia que ele foi “preso para delatar”. Segundo o advogado, há uma tentativa de forçar o peemedebista a colaborar, mas a previsão é de que ele se mantenha em silêncio e não opte pelo acordo com o Ministério Público.

Pelas trapaças da sorte e pela caneta do ministro Edson Fachin, ele deixa de ser o príncipe educado e simpático para ser um sapo asqueroso que noventa por cento dos políticos brasileiros se tornam.


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