CAPINÓPOLIS, MINAS GERAIS – O Setor de Patrimônio Cultural, lotado na Secretaria Municipal de Educação e Cultura está realizando inventários na zona rural do município, designada de Zona II, sentido divisa com Canápolis e Cachoeira Dourada. Esta semana a equipe visitou a fazenda da Grama, de propriedade do sr. Marcos Fratari. É um dos remanescentes imóveis em estilo colonial, datado do início do século XX, sendo um marco arquitetônico e histórico desta época de colonização da região. A ocupação das terras na região da Grama foi anterior à construção do casarão. Segundo o sr. Marcos, havia outro casarão mais antigo.

Além do casarão existem no local indícios da presença indígena na região. Os primeiros moradores acharam várias peças arqueológicas, como machadinhas e cacos cerâmicos.

O casarão da Grama foi inventariado e em breve a equipe voltará ao local para inventariar as peças arqueológicas para registro.

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Capinópolis, segundo a equipe está apurando, teve a sua ocupação, no final do século XVIII, por colonizadores vindos de várias partes e que se instalaram em vários pontos do município. Um dos atrativos para estes colonizadores foram as notícias das excelentes terras aqui descobertas, propícias à agropecuária e à sua proximidade com o rio Paranaíba e tendo uma presença farta de córregos e ribeirões.  A família do sr. Marcos veio da Europa, sendo os Fratari italianos e os Tavares de Portugal. Seu bisavô, que era português, foi um dos primeiros colonizadores da região.

A equipe, formada pelo historiador Cláudio Scarparo e a Pedagoga Zoraine Rezende estará buscando mais informações para o conhecimento e resgate da história de Capinópolis, que é muito rica. Todo este trabalho tem o apoio do Prefeito Cleidimar Zanotto, da Secretária Municipal de Educação e Cultura Iracilda Duarte, da Diretora de Cultura, Queli Franco, e do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural.


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