Um incêndio criminoso atingiu cinco lojas no bairro Salgado Filho, região Oeste de Belo Horizonte. Testemunhas disseram que um homem, que teria uma rixa com o proprietário dos imóveis, colocou fogo no local durante a madrugada desse domingo (23) e fugiu. No entanto, pessoas ligadas ao suposto incendiário afirmam que ele possui distúrbios mentais, e que o incêndio foi causado em um momento de surto. Até o momento ele não foi localizado pela polícia.

O incêndio destruiu completamente a papelaria Tio Patinhas, que está há 30 anos no local, e afetou parcialmente um salão de beleza, uma imobiliária, um armarinho e uma casa lotérica. A filha da proprietária da papelaria, Vivian Cornélio Prado, contou que por volta das 3h desse domingo, um homem chegou com um galão de gasolina e ateou fogo na porta da loja. “Um vizinho presenciou o crime e tentou apagar o fogo com uma mangueira, mas como havia muito material inflamável as chamas se alastraram lá para dentro e foi espalhando para as outras lojas”, afirmou.

Os bombeiros foram acionados e e conseguiram apagar o incêndio após duas horas de
mobilização. Alguns vizinhos disseram que o incendiário teria uma rixa com o proprietário do imóvel por causa de dívidas. Eles contaram que ele tentou incendiar as lojas com o objetivo de atingir a casa do proprietário, que fica no segundo andar. O proprietário do imóvel não foi encontrado pela reportagem.

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Os moradores do bairro ficaram consternados com o incêndio da papelaria. “A dona da loja é muito querida, ela sempre ajudou muito às pessoas aqui, tirava xerox de graça para Igreja. É uma tristeza ver a papelaria toda destruída assim”, disse a fotógrafa Fátima Maria dos Santos, 42. Ela reclama ainda que, com o incêndio, os moradores ficarão sem serviços importantes, como a lotérica, que é a única da região.

Apesar da loja ter sido completamente destruída e não ter seguro, Vivian Cornélio afirma que a família quer manter o negócio. “A minha mãe está aqui há 30 anos. Vamos recomeçar, aos poucos, mas queremos continuar nosso negócio e no mesmo local”, afirmou.

A Defesa Civil de Belo Horizonte esteve no local e verificou trincas nas paredes, mas descartou risco na estrutura do imóvel.  


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