Sabe aquele discurso de que a beleza é relativa e o que importa é o interior da pessoa? O carregador Carlos Antônio Cardoso, de 62 anos, o Zueira, leva isso a sério. E, na terceira tentativa consecutiva, após vários apelidos superados, como “cão chupando manga”, “visão do inferno” e “cara da fome”, ele conseguiu ser eleito o homem mais feio do Brasil, em concurso realizado no domingo, em Contagem, na região metropolitana de BH.

“Eu sou insistente. A cada ano consegui ficar um pouco mais feio. Agora, estou com medo do assédio”, brinca o vencedor da 11ª edição do evento. Como premiação, Zueira levou para casa R$ 1.000, 5 m de linguiça e um bode.

“O prêmio veio em boa hora. Ganho, em média, R$ 250 por semana. Vou comprar uma geladeira usada com um vizinho e um conversor digital para o meu tubão (TV). Estava precisando também de um botijão de gás”, conta o feioso do ano.

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E não foi fácil para ele conquistar os jurados e vencer outros 59 concorrentes. Para alcançar o primeiro lugar, Zueira arrancou até a dentadura para apresentar um belo sorriso durante o concurso.

Segundo ele, o prêmio lhe rendeu até o carinho de uma “novinha”, que, por R$ 100, aceitou beijá-lo. “Minha mulher não gostou muito, mas tinha mais de cinco anos que não beijava uma menina nova. Agora, o churrasco acabou, mas é tanta gente que daqui a pouco vou andar com segurança”, riu. 

Caridade

Foram arrecadadas 15 toneladas de alimentos durante o concurso. Eles serão doados para uma instituição de caridade, segundo o organizador, Fábio Medeiros.

(Com Bernardo Miranda)


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