Uma ideia da administradora Caroline Marri, de 25 anos, para alimentar cães que vivem nas ruas de Belo Horizonte vem ganhando aplausos nas redes sociais. Ela usou canos e juntas em PVC para fazer comedouros e bebedouros para os animais que dependem da solidariedade das pessoas para sobreviver nas vias públicas da capital.

O TEMPO conversou com a criadora dos comedouros, que explicou que sempre fica muito sensibilizada com o abandono de cães e gatos nas ruas. Ela conta que mora em apartamento,  já tem uma cachorrinha e não pode adotar outros animais. “Pensei em ajudar de uma outra forma.  Comprei os canos, fui encaixando e deu certo, com ajuda do meu sogro”, disse.

As peças foram instaladas na fachada da casa do sogro, no bairro Jardim São José,  região Noroeste. O sogro, segunda ela, tem mais tempo para manter o bebedouro sempre limpo e para trocar a ração por outra mais nova.

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A iniciativa de Caroline chamou a atenção de muitos outros “anjos da guarda” dos animais, que prometem copiar a ideia. Samira Santana postou que sempre sai casa com saquinhos de chup-chup com ração para alimentar cães por onde passa nas ruas.

FOTO: REPRODUÇÃO / FACEBOOK
COMEDOURO E BEBEDOURO ANIMAIS DE RUA
 


Jucilene Kumpel Pimentel comentou que trata de cinco cães que vivem nas ruas. “Já resgatei 13 que acolhi em minha casa. Amo muito cuidar cuidar desses seres indefesos e cheios de amor”, postou Jucilene.

“Parabéns. O mundo poderia ter mais pessoas assim”, escreveu Marilene Pires para Caroline. “Muito lindo. Quem não vive para servir, não serve para viver”, completa Valéria Motta.

Quem ficou mais orgulhoso da iniciativa da Caroline foi o marido dela, o vereador Rafael Martins (PMDB ), que fez declarações de amor à sua amada ao elogiar a iniciativa dela nas redes sociais. “Que orgulho da minha esposa, que com tanto carinho se preocupa com os bichinhos de rua” , comentou o vereador. “Sempre soube que estava ao lado de uma grande mulher. Parabéns, meu amor”, disse o vereador, que pediu a todos para espalhar a ideia.

Proteção

Em janeiro do ano passado, o governador Fernando Pimentel (PT) sacionou um a Lei Estadual 21.970, que garante proteção e o bem-estar a cães e gatos em Minas.

A nova legislação proíbe o sacrifício de animais para fins de controle populacional, disciplina a comercialização e pune maus-tratos. A decisão foi elogiada por instituições de proteção.

A lei vale para todo o estado e repassa aos municípios a responsabilidade para a identificação e o controle populacional desses animais e define regras para a comercialização, entre outros procedimentos.

Belo Horizonte tem 275,6 mil cães e 54.985 mil gatos cadastrados, segundo o Centro de Controle de Zoonoses, e desse total aproximadamente 10% têm acesso às ruas sem supervisão. Isso, sem falar dos animais que vivem o tempo todo nas ruas.


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