Corpo foi encontrado na manhã desta quinta-feira (6) próximo à Campina Verde

ITUIUTABA, MINAS GERAIS – O produtor rural Cleiton Ferreira da Silva, de 41 anos, morto em Julho passado, tinha envolvimento com o tráfico de drogas – é o que aponta a Polícia Civil de Ituiutaba, que desvendou o crime.

Conforme o delegado Carlos Fernandes, o homicídio foi motivado pelo tráfico de drogas. As apurações apontam que a vítima estava armazenando entorpecentes oriundos de Mato Grosso do Sul em seu sítio e que houve dois extravios do produto. “Os proprietários da droga descobriram que Cleiton teria envolvimento em uma das subtrações e contrataram os executores. A vítima foi torturada para prestar informações e acreditamos que eles conseguiram parte do material. Depois de alcançarem o que queriam, Cleiton foi executado”, explica o delegado ao dizer que as investigações continuam para a identificação dos mandantes.

O sequestro e morte do produtor ocorreram no dia 5 de julho deste ano. A vítima foi retirada de sua residência pelos investigados rumo à zona rural do município de Campina Verde, permanecendo com eles por cerca de 12 horas, até ser morto por diversos disparos de arma de fogo.

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Quatro homens foram apresentados à imprensa como sendo os executores da vítima: dois jovens, Nivaldo Fernandes de Oliveira Júnior, 26, e Sérgio Humberto Martins Ferreira de Souza, 27, além de dois homens de 31 anos: José Rodrigues dos Santos e Gabriel da Silva.

Executores do crime foram apresentados na tarde da última sexta-feira (18) / Foto: PCMG

A Polícia Civil informou continua com as investigações para saber quem são os mandantes do crime.

Inquérito

O delegado Carlos Fernandes destaca que o inquérito policial conta com mais de 500 páginas e possui muitas provas técnicas. “Foi um crime bárbaro e de difícil elucidação, que conseguimos concluir em um curto período”, observa. As investigações foram conduzidas pela Polícia Civil em Ituiutaba, com apoio das delegacias regionais de Iturama e Uberlândia na realização de perícias legais e outras diligências investigativas, culminando com as prisões dos investigados.

Os suspeitos têm antecedentes criminais por envolvimento em roubo, porte ilegal de arma de fogo e receptação. Um deles foi abordado pela Polícia Rodoviária Federal, dois dias após a execução de Cleiton, com quatro pistolas e um revólver, possivelmente utilizados no crime. Já outro, também foi preso em uma operação da PCMG em Uberlândia, no dia 13 de julho, por posse ilegal de arma de fogo e produtos furtados. Os quatro investigados foram encaminhados ao Sistema Prisional e estão à disposição da Justiça.


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