(foto: Reprodução/ Facebook)

Após cinco meses, o “menino desaparecido do Acre”, o estudante de Psicologia Bruno Borges, voltou nesta sexta-feira, 11, para casa. Ele deixou 14 livros criptografados. O primeiro a ser editado está na lista dos mais vendidos do Brasil. Trata de uma suposta Teoria da Absorção do Conhecimento.

Assim que as informações do retorno circularam nas redes sociais, a casa do jovem começou a ser visitada por amigos. A família informou, por meio de redes sociais que não vai se pronunciar formalmente ainda sobre o retorno. Não se sabe ainda as condições de saúde do estudante.

A mãe de Bruno Borges, a empresária Denise Borges, viajou para o Santuário de Aparecida,no interior de São Paulo. “Ontem, eu fiquei o dia inteiro de joelho no chão pedindo pelo retorno dele e ele voltou”, disse a mãe, visivelmente emocionada.

“Eu não tenho muitos detalhes só sei o que me disseram: que ele está muito magro e que estava em retiro”, disse, tentando sufocar o choro. Denise disse que Bruno se nega a dizer onde estava localizado o “retiro”. Denise tenta embarcar em um avião para retornar ao Acre, mas só deve conseguir isso no sábado (12).

Ao desaparecer, Bruno Borges deixou 14 livros criptografados (foto: Reprodução/ Facebook)

Ação de marketing

Em maio, a Polícia Civil do Acre disse ter encontrado “fortes indícios” de que o desaparecimento do jovem estudante Bruno Borges tenha ocorrido para impulsionar a divulgação de livros de sua autoria. O departamento de inteligência afirmou que no mesmo dia em que o rapaz desapareceu um contrato falando de faturamento das obras foi registrado em Rio Branco.

O “Contrato de Sociedade no Projeto Enzo com o Lançamento de 14 Obras” foi registrado no dia 27 de março, no Primeiro Tabelionato de Notas e firmado com Marcelo de Souza Ferreira, amigo de Bruno.

O documento define que haveria benefício de 15% do faturamento bruto do ‘Projeto Enzo’ e das ’14 literaturas iniciais’, parte do lançamento do ‘projeto’.

Em entrevista realizada no dia 31 de maio, o chefe do Departamento de Inteligência, delegado Alcino Júnior, disse que “havia uma combinação para a publicação das obras”.O delegado classificou como ‘fortes’ os indícios do afastamento voluntário de Bruno, que teria servido para dar publicidade aos livros. O amigo do estudante foi detido por falso testemunho.


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