UBERLÂNDIA, MINAS GERAIS – O sequestro e tortura de um empresário investidor do segmento financeiro de criptomoedas – moedas virtuais – está sendo investigado pela Agência de Inteligência do 9º Departamento de Polícia Civil de Uberlândia. O sequestro ocorreu no dia 06 de outubro deste ano, no bairro Mansões Aeroporto, após o empresário proferir uma palestra sobre investimento em Bitcoin (uma moeda virtual) em Uberlândia.

Na ocasião, o jovem alegou ter sido dopado e que os sequestradores solicitavam que ele fizesse transferências de valores. O jovem não disse o valor que teria sido levado, mas afirmou ser um roubo milionário.

O valor de 1 Bitcoin hoje (20/10) é de R$17.413,60 – a moeda tem valor como o Real ou o Dólar, mas só circula em ambiente digital e não é emitida pelo Banco Central. As transações em Bitcoin não podem ser rastreadas e isso dificulta o trabalho da polícia.

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No depoimento da vítima ao delegado, o empresário reforçou os relatos registrados pela Polícia Militar (PM), que conta com 19 testemunhas qualificadas. O setor de inteligência trabalha meios para fazer a oitiva dessas pessoas uma vez que a maioria mora em outras cidades.

 “Realmente esse mercado digital é muito difícil de rastrear, mas estamos trabalhando para saber se foi algo preparado ou não e trazer informações mais concretas em breve”, finalizou Leal.

SUSPEITA DE GOLPE

Um investidor de bitcoins do estado do Sergipe, que preferiu não ser identificado, entrou em contato com a reportagem da TV Integração – afiliada a Tv Globo – e chegou a passar informações de forma extraoficial à Polícia Civil sobre o assunto. Ele disse que tinha bitcoins investidos na empresa chamada Adsply e que o sequestro ocorreu no dia de um dos maiores pagamentos, o que levantou a suspeita sobre um possível golpe.

“Essa empresa trabalha com bitcoins das pessoas em diversos países e, justamente no dia do maior pagamento nas contas de investimento, ele foi sequestrado e milhões sumiram. Ninguém recebeu. Caso seja uma simulação de sequestro, seria uma fraude maior do que o roubo do Banco Central e duas vezes maior que o valor da Mega da Virada”.

O advogado Informou que o empresário está em estado de choque pelo ocorrido por ter sido sedado e agredido pelos criminosos. Sobre a suspeita de o crime ter sido forjado, ele salientou que se necessário irá apresentar a defesa.

“Se chegar o momento, nós vamos apresentar defesa e discutir com a autoridade policial que não faria sentido ele armar isso na cidade dele, sendo que viaja no mundo inteiro e muito menos no modo como foi realizado. Esse é um crime novo, o segundo no país, e pelo forma como aconteceu, foi cometido por uma quadrilha especializada”, defendeu o advogado à reportagem da Tv Integração.


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