Lula é recebido pela militância na chegada do depoimento para Sérgio Moro em Curitiba Foto: Ricardo Stuckert

Recentemente o Tudo Em Dia publicou um reportagem que cita a pesquisa do instituto DataFolha, que aponta que o brasileiro quer Lula preso e o presidente Michel Temer processado. Nas redes sociais, fiz questão de incentivar o debate de ideias com relação ao título da matéria ‘Brasileiro quer Lula preso e Michel Temer processado, diz Datafolha’. O texto foi lido por uma expressiva quantidade de internautas, porém, o alcance do debate mostrou que muito queriam apenas demonstrar seu apoio ao ex-presidente Lula, mesmo sem ler o texto com dados da pesquisa.

Aproximadamente 65,7% das pessoas que opinaram via Facebook, apoiam a volta de Lula à presidência. A prisão do líder do PT e o apoio ao candidato radical Jair Bolsonaro (PSC), também tiveram destaque.

As pesquisas mostram que Lula tem mais que o dobro das intenções de voto que Jair Bolsonaro, a alternativa autoritária fruto das campanhas de ódio e preconceito, do submundo da política e das redes sociais.

O cenário conturbado favorece o apoio a candidatos extremistas – de esquerda ou direita – como é o caso de Bolsonaro, que adotou um discurso radical de direita em busca de apoio.

O Republicano Donald Trump, o mais estúpido presidente eleito dos Estados Unidos da América, adotou um discurso semelhante ao de Bolsonaro nas eleições de 2016 e acabou vencendo a candidata Democrata Rillary Clinton. Trump chegou a prometer a construção de um muro para separar os Estados Unidos do México e afirmou que o país vizinho pagaria pelo muro.

É certo, na minha opinião de cidadão e jornalista, que o Brasil viveu um ‘voou de galinha’ no governo de Lula, onde a ‘roda’ da economia foi girada com recursos do tesouro nacional, sangrando os cofres públicos com medidas paternalistas e insustentáveis. A corrupção de instalou no governos dos petistas em busca de fartas malas de dinheiro público e contratos superfaturados – nem a maior paixão dos brasileiros, o futebol, ficou de fora – milhões de Reais superfaturas nas obras para a copa do mundo Fifa de 2014.

O povo compara a realidade atual com o legado de Lula; um tempo de oportunidades, crescimento, redução das desigualdades, valorização do trabalho e democratização do acesso à terra e ao crédito – mesmo que de forma superficial e insustentável. Lula vive na memória e no coração do povo, que assim como seu ídolo, não gosta de ler, estudar e prefere não enxergar o óbvio.

Em Minas Gerais, o governador Fernando Pimentel (PT) não tem carisma, capital político e não encontra apoio consistente para sua reeleição do Estado. Segundo publicação da revista Época, Pimentel foi orientado (a publicação não revela por quem) a desistir da reeleição ao Governo de MG, mirando uma vaga ao Senado Federal para garantir o foro privilegiado. Vale lembrar que a ex-presidente Dilma Rousseff e o deputado Reginaldo Lopes, ambos do PT, pretendem disputar uma vaga ao Senado também.

Relembrando Getúlio Vargas e tido como o novo ‘pai dos pobres’, Lula deve estar presente nas eleições de 2018, independente da situação em que se encontre – seja preso ou candidato efetivamente.

A pergunta que não cala é: De onde vem a força política de Lula?


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