Elika Mendes Vilarinho / foto: Arquivo de familiares

CAPINÓPOLIS, MINAS GERAIS – Faleceu na madrugada desta segunda-feira (2) a mulher que foi espancada pelo companheiro no último dia (25) de setembro no residencial ‘Vale dos Sonhos’ em Capinópolis.

Elika Mendes Vilarinho, 27 anos, estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital São José em Ituiutaba desde o dia (25) de setembro e faleceu em decorrência dos ferimentos causados por Rildo Marçal dos Santos, 34.

Segundo um familiar da vítima, o casal mantinha uma união estável há algum tempo. O casal vivia no residencial ‘Vale dos Sonhos’ há menos de um ano e segundo testemunhas, Rildo e Elika tinham brigas constantes.

Rildo Marçal dos Santos
Rildo Marçal dos Santos

Rildo está preso no presídio de Capinópolis e deverá responder pelo crime de homicídio.

O corpo de Elika será encaminhado ao IML ainda na manhã desta segunda-feira (2) e será sepultado em Capinópolis sob revolta dos familiares.

RELEMBRE O CASO

Segundo relato de testemunhas à Polícia Militar (PM) na manhã do dia 25 de setembro, o casal tinha constantes brigas e afirmaram ter visto o Rildo Marçal agredindo Elika com socos, pontapés e empurrões – em determinado momento, o homem arrastou a vítima pelos cabelos para fora de casa e tentou enforcá-la.

A Elika foi socorrida no Pronto Atendimento de Capinópolis e devido a gravidade dos ferimentos, foi encaminhada ao Hospital São José em Ituiutaba (MG) desacordada.

O homem foi preso pela PM e enquadrado na Lei ‘Maria da Penha’. No momento da prisão, o homem apresentava um sangramento na perna – segundo ele, devido a mordida de um cachorro. O animal tentou defender a mulher das agressões e mordeu o homem.

VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES

Embora muitos avanços tenham sido alcançados com a Lei ‘Maria da Penha’ (Lei nº 11.340/2006), ainda assim, o Brasil contabiliza 4,8 assassinatos a cada 100 mil mulheres, número que coloca o país no 5º lugar no ranking de países nesse tipo de crime. Segundo o Mapa da Violência 2015, dos 4.762 assassinatos de mulheres registrados em 2013 no Brasil, 50,3% foram cometidos por familiares, sendo que em 33,2% destes casos, o crime foi praticado pelo parceiro ou ex (marido, companheiro, namorado).


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