A Rede Globo informou na noite desta quarta-feira (8) que o jornalista William Waack será afastado do Jornal da Globo. A decisão acontece depois de um vídeo que mostra um bastidor de uma cobertura do telejornal vazar. Nas imagens, Waack está em Washington, nos EUA, e reclama de um motorista que passa buzinando. “Tá buzinando por que, seu merda do cacete?”, diz o jornalista. Ele diz então para o convidado que está ao seu lado para a transmissão: “No vou nem falar, eu sei quem é…” Depois, ele se vira para o convidado e diz – com o som já mais baixo: “Preto, né? É coisa de preto com certeza”.

Leia a nota divulgada pela Globo:

“Globo é visceralmente contra o racismo em todas as suas formas e manifestações. Nenhuma circunstância pode servir de atenuante. Diante disso, a Globo está afastando o apresentador William Waack de suas funções em decorrência do vídeo que passou hoje a circular na internet, até que a situação esteja esclarecida.

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Nele, minutos antes de ir ao ar num vivo durante a cobertura das eleições americanas do ano passado, alguém na rua dispara a buzina e, Waack, contrariado, faz comentários, ao que tudo indica, de cunho racista. Waack afirma não se lembrar do que disse, já que o áudio não tem clareza, mas pede sinceras desculpas àqueles que se sentiram ultrajados pela situação.

William Waack é um dos mais respeitados profissionais brasileiros, com um extenso currículo de serviços ao jornalismo. A Globo, a partir de amanhã, iniciará conversas com ele para decidir como se desenrolarão os próximos passos”.

COMO SURGIU O VAZAMENTO

O vídeo em que o jornalista William Waack afirma que um barulho de buzina é “coisa de preto” circulou num grupo de WhatsApp de editores de TV antes de chegar à internet.

Segundo a Folha apurou, o vídeo foi levado ao grupo por um dos integrantes, abrindo um debate interno sobre se as cenas deveriam ser disponibilizadas publicamente, em rede social. A conclusão foi que sim, e o vídeo surgiu on-line na manhã de quarta (8).

No final do dia, a Globo soltou nota dizendo que estava “afastando o apresentador de suas funções em decorrência do vídeo que passou a circular na internet, até que a situação esteja esclarecida”.

O primeiro registro on-line identificado pela Folha foi um tuíte do jornalista e roteirista de TV Jorge Tadeu. Procurado pela reportagem, ele não quis comentar o assunto.

 


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