10/09/2009- Apagão deixa Brasil no escuro

Pouco depois das 22h do dia 10 de novembro de 2009 um apagão deixou em torno de 90 milhões de pessoas sem energia elétrica no Brasil. Quatro estados ficaram completamente sem fornecimento de energia e outros 14 foram parcialmente atingidos por uma falha de três linhas de transmissão da Usina Hidrelétrica de Itaipu. No Paraguai, 90% do território do país foi afetado.

O blecaute no país vizinho durou aproximadamente 30 minutos. No Brasil, a energia voltou após três ou quatro horas do início do apagão, embora este período tenha variado de acordo com a região. Em alguns locais, a escuridão durou mais de sete horas. A queda de energia também resultou em problemas de abastecimento de água em várias localidades.

De acordo com declarações do governo na época, a queda de energia de enormes proporções teria ocorrido por causa das condições do tempo – raios, ventos e chuvas – em Itaberá (SP). A partir dali, teria ocorrido um efeito dominó nas linhas de transmissão, que resultou no desligamento preventivo por questões de segurança das 20 turbinas de Itaipu.

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Apesar de o governo brasileiro dizer que a causa do apagão foram as condições meteorológicas, há controvérsias sobre essa justificativa. Algumas entidades e especialistas no assunto afirmam que raios e tempestades não seriam capazes de provocar um blecaute desta magnitude, enfatizando que este tipo de condição climática ocorre rotineiramente. Desta maneira, foram levantadas hipóteses de que teriam ocorrido falhas e sobrecargas no sistema e até má gestão da rede. Chegou-se a pensar também que o blecaute poderia ter ocorrido por conta de ação de hackers, que teriam invadido os computadores que controlam o sistema de energia brasileiro – hipótese completamente descartada posteriormente.

10/11/1983: Sistema operacional Windows era apresentado pela primeira vez

Em um dia como este, no ano de 1983, Bill Gates apresentava ao mundo o que se tornaria o Windows 1.0. O produto, inicialmente, era um “gerenciador de interface” do MS-DOS, que facilitava seu uso em computadores pessoais. Em novembro de 1985, o Windows 1.0 foi lançado.

O programa tinha um editor de texto, editor de imagem, calendário, relógio, e área de transferência. Ele exibia vários programas ao mesmo tempo, mas as janelas não eram sobrepostas. Era o começo de um império e de uma mudança profunda da informática e sua popularização, em que o Windows dominaria entre 80% e 90% do mercado de softwares para computadores.

10/11/1483 – Nascia Martinho Lutero

Martinho Lutero / Imagem: Lucas Cranach the Elder [Domínio público]

Martinho Lutero nasceu em Eisleben (Alemanha) no dia 10 de novembro de 1483. Foi um teólogo, frade católico agostiniano, reformador religioso, e em cujos ensinamentos se inspirou a Reforma Protestante. Inaugurou a doutrina teológica e cultural denominada luteranismo e influenciou as demais tradições protestantes. Sua exortação para que a Igreja regressasse aos ensinamentos da Bíblia impulsionou a transformação do cristianismo e provocou a Contra Reforma. Suas contribuições à civilização ocidental foram além do âmbito religioso, já que suas traduções da Bíblia ajudaram a desenvolver uma versão padrão da língua alemã e se converteram em um modelo na arte da tradução. Seu casamento com a monja alemã Catalina Bora, no dia 13 de junho de 1525, iniciou um movimento de apoio ao matrimônio sacerdotal dentro de muitas correntes cristãs.

10/11/1937 – Getúlio Vargas instaura o ‘Estado Novo’

Getúlio Vargas / Imagem: By Governo do Brasil (Galeria de Presidentes) [Public domain

No dia 10 de novembro de 1937, Getúlio Vargas declarou, em pronunciamento à nação pelo rádio, que o Brasil estava sob um novo regime de governo, o Estado Novo. Caracterizado pela centralização do poder, nacionalismo, anticomunismo e pelo autoritarismo, o Estado Novo durou até 1945, quando Getúlio foi desposto pelas Forças Armadas. A chegada de Getúlio ao poder também foi por meio de um golpe e, praticamente, não houve reação contrária. Na época, o ambiente político brasileiro era bastante delicado. Havia comoção popular por causa do Plano Cohen (um suposto plano comunista para a tomada de poder no Brasil), instabilidade política causada pela Intentona Comunista e o medo de novas revoluções comunistas. Assim que tomou o poder, Getúlio Vargas fechou o Congresso Nacional e acabou com os partidos políticos. Ele outorgou uma nova constituição, que lhe concedia controle total do poder executivo, e previa um novo Legislativo. Durante sua permanência no poder, contudo, nunca foram realizadas eleições democráticas. Uma das características do governo de Getúlio Vargas foi a busca de uma identidade nacional para o Brasil. O conceito de “antropofagia cultural”, tema da Semana de Arte Moderna de 1922, em São Paulo, foi ampliado durante o seu governo. Por meio do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, planejado por Mário de Andrade e colaboradores como Carlos Drummond de Andrade, Oscar Niemeyer, Lúcio Costa e Cândido Portinari, pela primeira vez, a identidade racial brasileira foi definida como a mistura de três raças e culturas pelo governo.


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