Para roubarem um cofre com cerca de R$ 1 mil em dinheiro e celulares, dois homens armados renderam e prenderam em um cômodo oito funcionários de uma transportadora localizada no bairro Vila Oeste, na região Oeste de Belo Horizonte, na noite de segunda-feira (13).

Os suspeitos chegaram ao estabelecimento por volta das 18h30 e renderam primeiramente uma funcionária da expedição. De acordo com a Polícia Militar (PM), a dupla estava armada e prendeu todos os oito trabalhadores presentes no momento dentro da copa da empresa, forçando todos a ficaram deitados no chão.

O TEMPO conversou com um gerente de 58 anos que estava entre as pessoas mantidas presas pelos suspeitos. “Depois que todo mundo deitou no chão, um deles fez um pente fino. Levaram todos os celulares de quem estava presente, um carro de um dos funcionários e documentos. Também levaram o cofre da empresa e danificaram o sistema de câmeras”, detalhou.

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Conforme a vítima, normalmente transportadoras não trabalham com dinheiro em espécie, já que a maioria das transações são feitas por meio de boleto bancário. “Tinha pouco dinheiro no cofre, cerca de R$ 600. Só usamos para pagar frete ou coisa parecida. Que eu saiba não tinha nem cheque no cofre. Aqui é a primeira vez que acontece, a empresa está aqui há aproximadamente seis meses. Mas soube que em outras empresas, inclusive uma aqui do lado de transporte,que já foi alvo de ladrões”, lembrou o gerente.

A Polícia Militar (PM) fez buscas na região, mas ninguém foi preso. A Polícia Civil investigará o crime.

 

Moradores e comerciantes pedem mais segurança

Com medo da violência, comerciantes da região afirmam que não ficam abertos após o anoitecer. “A gente tem medo de ficar na rua até mais tarde, por causa da segurança do bairro. Estamos correndo atrás de conseguir um posto policial para o bairro. Aqui, se a gente for olhar, é perto da Amazonas, da BR-040 e da Via Expressa. Tudo facilita para os ladrões fugirem. Tenho um comércio há 1 ano, mas moro há 34 anos no bairro. Fecho todo dia às 18h, pois depois disso começa a ficar perigoso”, disse uma mulher que também não quis ser identificada.

Uma funcionária de outro comércio próximo à transportadora roubada também diz ter medo. “Já fomos roubados, levaram tudo da loja e foi logo após abrir, há cerca de dois anos. Eles estavam armados, foram agressivos, colocaram arma na cara da minha irmã. Nós precisamos de mais policiamento, ou precisamos fechar a loja antes de escurecer”, reclama a jovem, que também não quis ter a identidade revelada. 


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