O incêndio do último domingo na cobertura do Velódromo do Parque Olímpico da Barra, na zona oeste do Rio de Janeiro, custará R$ 60 mil aos cofres públicos. Essa é a estimativa de custos apresentada pela Autoridade de Governança do Legado Olímpico (Aglo) nesta quarta-feira. Com isso, somente este ano o local consumirá R$ 260 mil apenas em obras de reparos no teto devido a incêndios provocados pela queda de balões.

O incidente mais recente aconteceu na madrugada do último domingo, quando o Corpo de Bombeiros do Rio foi acionado por volta das 0h36. Cinco viaturas foram ao local e permaneceram no combate às chamas até às 5h10. Segundo a Defesa Civil, o Velódromo não sofreu danos estruturais, enquanto a Secretaria Municipal de Ordem Pública informou que o fogo provocou danos no revestimento da cobertura.

Em nota ao Estado, a Aglo, responsável pela administração do Velódromo, informou que “embora ainda esteja sob análise de custo, a estimativa é de que a recuperação emergencial seja da ordem de aproximadamente R$ 60 mil”. O montante será bancado pela Aglo, uma autarquia vinculada ao ministério do Esporte.

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O estrago provocado pela queda do balão dessa vez foi menor do que aquele ocorrido em julho. Na ocasião, parte considerável do teto da arena foi queimada, e os reparos custaram R$ 199,4 mil.

Erguido para os Jogos Olímpicos do Rio-2016, o Velódromo consumiu cerca de R$ 140 milhões para ser construído. O piso utilizado na pista é de madeira siberiana e exige refrigeração constante por ar-condicionado. Apesar de não afetar a estrutura, incêndios na cobertura, como o ocorrido no último domingo, tem potencial de provocar prejuízo ainda maior porque as chuvas ou mesmo o sol forte podem danificar a pista.


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