Marcada para acontecer na manhã deste sábado, a eleição dos membros suplentes e efetivos do Conselho Deliberativo do Cruzeiro pode acontecer e não ter qualquer validade no futuro, depois de ser embargada e liberada novamente pela justiça. Quem garante é o atual presidente do clube, Gilvan de Pinho Tavares. Assim como tudo que envolve os bastidores da Raposa nesta reta final de 2017, a eleição também se transformou em uma queda de braço entre o grupo do atual mandatário e do presidente eleito Wagner Pires de Sá, que assume no ano que vem.

“Acho que a justiça não vai ter como anular de novo porque não tem mais tempo para isso. O juiz suspendeu e o presidente acata e avisa aos conselheiros. Depois houve outra decisão de um desembargador, que só tomei conhecimento pela imprensa. Se for verdade, vai haver eleição com uma chapa só, já que o presidente do Conselho Deliberativo já disse que não deferiu o pedido de registro da outra chapa”, explicou Gilvan. “Esse mesmo desembargador disse que estava bem ciente de que essa eleição ia ser anulada e não ia valer nada para o futuro. Então nem eu estou entendendo mais nada”, completou Gilvan.

“A chapa que registrou primeiro continha acho que 147 nomes que constavam também na outra que foi registrada dia 16 de novembro. Pelo estatuto do clube, o associado que permitir que o nome dele esteja em duas chapas, perde o direito de disputar por qualquer uma das chapas. Mas havia o entendimento da chapa que registrou primeiro, que não tinha nenhuma irregularidade, estava correta e que a outra não poderia se aceita. A segunda chapa tinha até o dia 16 de novemto para resolver a situação, o que não aconteceu. O presidente do Conselho se recusou a entregar a relação dos componentes da outra chapa. Então isso gerou uma ação judicial”, explicou Gilvan.

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A chapa composta por Gilvan e Ronaldo Granata, eleito vice-presidente do clube ao lado de Wagner Pires e que depois rompeu com o antigo companheiro, acusa Wagner e Zeze Perrella, novo presidente do conselho deliberativo eleito por aclamação no início do mês, de tentar afastar conselheiros ligados a Gilvan, como Bruno Vicintin e Toninho responsável pela base do Cruzeiro.