A torcida do Dentil-Praia Clube ainda tenta dimensionar o quão importante foi a vitória do time, na última sexta-feira (1), sobre o multi-campeão Sesc-RJ, na Arena Jeunesse, no Rio. Os 3 a 0, impostos de forma soberana, trouxeram um respeito a mais para a equipe do Triângulo Mineiro, que já era temida pelo elenco que tem. Único invicto na Superliga, o Praia perdeu apenas um set em dez jogos e, agora, mesmo que perca para o Hinode-Barueri-SP, na próxima sexta-feira, continua líder. Um contexto impensável para uma Superliga que, pelo menos no papel, é a mais equilibrada dos últimos anos.

Mas se a imprensa e a torcida estão deslumbrados com a primeira vitória em dez anos do Praia sobre o time carioca, o técnico Paulo Coco, tarimbado, faz questão de segurar o oba-oba. Para o comandante aurinegro, o resultado foi importante, mas é imprescindível “manter os pés no chão, pois essa foi só mais uma vitória”. Apesar do domínio absoluto do jogo, Coco ainda vê características que podem ser melhor trabalhadas no time.

“Fizemos um jogo consistente. Um primeiro set com poucos erros, pressionando o adversário. Um segundo que a gente começou errando mais, mas conseguimos manter a cabeça no jogo, fazer o que a gente havia combinando e conseguimos virar. E o terceiro set também que, apesar do placar, a gente ainda errou muito, principalmente nos contra-ataques. A equipe oscilou um pouco nesse momento”, ponderou o treinador.

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Panorama. Outra que também fez questão de minimizar a invencibilidade praiana foi a central Fabiana. Para ela, a Superliga é um campeonato longo e o Praia tem que estar pronto para os desafios mais apertados que devem acontecer no returno. “Ainda tem muita coisa pela frente. Esse foi apenas o primeiro turno, a gente sabe que as coisas ainda tendem a crescer, tendem a melhorar. As equipes ainda têm algumas peças para apresentar. Então, acho que temos que continuar cada vez mais focados e trabalhando mais para podermos manter esse ritmo pra melhor”, disse a bicampeã olímpica.

Em dez anos, Dentil-Praia Clube e Sesc-RJ se enfrentaram 24 vezes. Nas outras 23, a vitória foi carioca.


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