Nove homens foram presos suspeitos de integrar duas organizações criminosas voltadas para o tráfico de drogas. Os suspeitos, segundo a Polícia Civil, são influentes nas festas eletrônicas e casas noturnas de Belo Horizonte. Eles aceitariam até cartão de crédito como forma de pagamento pelas drogas.

Eles atuavam, segundo a polícia, dentro de boates durante as raves e depois em festas conhecidas como “after”. “Eles agiam nas principais boates de BH, nas festas de música eletrônica e depois organizavam encontros em imóveis alugados perto do evento ou boate pra fazer uma espécie de continuação da venda dos entorpecentes”, disse o delegado da 3ª delegacia Noroeste, Daniel Araújo.

Ainda segundo Araújo, foram apreendidos R$ 16.154, em dinheiro, 1.195 comprimidos de ecstasy, dois lança-perfumes, 59 micro-pontos de LSD, quatro MDMA o reagente do ecstasy, dois lanças perfumes e nove carros avaliados em mais de R$ 1 milhão.

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Além das prisões, 19 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, na última quarta-feira. Segundo a Polícia Civil, as investigações iniciaram-se depois de denúncias anônimas e duraram cerca de seis meses. “Interceptamos o telefone do chefe da quadrilha e monitoramos por seis meses. Obtivemos provas e entendemos como eles trabalhavam”, disse o delegado.

Chefe das “empresas”

Renato Brito Neto de 35 anos se autointitulou para a Polícia Civil como o CEO da empresa denominada GRC (Galera Rouba Cena), que alegava organizar festas eletrônicas na cidade, mas era usada como pano de fundo para o tráfico. “Ele é bem frio e assumiu ser o chefe da GRC e da X&T, que era uma filial com cerca de quatro “funcionários””, explica a polícia civil. Os nove presos foram distribuídos no presídio Bicas 1, Bicas 2 e Ceresp Gameleira. Segundo a polícias eles vão responder por tráfico de drogas e associação ao tráfico.


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