A habilidade de detectar uma mentira é uma arma poderosa para aqueles que investigam e julgam crimes. Nessa terça-feira (5), cerca de 60 operadores do direito – entre eles juízes, advogados, policiais e peritos – se reuniram no Centro de Exercício Jurídico do Centro Universitário Newton Paiva, no bairro Caiçara, na região Noroeste da capital, para aprender técnicas que possibilitam identificar se um suspeito está falando a verdade.

O tema principal da palestra foi a interpretação da íris (parte mais visível e colorida do olho). De acordo com a criminóloga e palestrante Cláudia Pádua, as microexpressões faciais e corporais permitem que seja identificado, inclusive, o momento em que o suspeito começou a mentir. “A íris forma figuras diferenciadas. Em determinado processo de mentira, ela começa a mudar”, explicou.

Segundo Cláudia, a técnica é positiva porque o suspeito não consegue forjar os movimentos da íris, já que se trata de um processo involuntário, como o batimento do coração. A criminóloga aconselha que, na hora de conversar com suspeitos, as autoridades se fixem primeiro nas expressões faciais. “É preciso manter-se focado no rosto e, depois, ir para os membros inferiores e superiores”, disse. Ela não detalhou a técnica por questões de segurança.

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Conteúdo aprovado. O professor e delegado da Polícia Federal Bruno Calandrini também participou do seminário. Ele considera que as técnicas são interessantes em todos os aspectos da investigação.

Perita judicial do Rio de Janeiro, Daniella de Castilho Bandeira, 43, veio até Minas Gerais para aprimorar seus conhecimentos na palestra “Aplicabilidade da fisiognomonia criminal no inquérito policial”. Ela trabalha verificando a autenticidade de documentos e assinaturas de réus. “Conhecer as microexpressões faciais facilita o nosso trabalho de perito”, explica.


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