Os servidores da saúde ocuparam na manhã desta terça-feira (5) a Unidade Ortopédica Galba Veloso em protesto contra o fechamento da unidade, marcado para o próximo dia 11. Nesta quarta-feira (6), eles continuam no prédio e dizem que só vão deixar o local mediante negociação.

“Os servidores estão indignados com a falta de diálogo e de transparência com que a FHEMIG tem conduzido o processo desde o início. Desde o começo, nenhumas das ações relacionadas ao Galba Ortopédico tiveram publicação oficial, ou sequer um pronunciamento do estado a respeito. Em se tratando da Fundação dos Hospitais do Estado de Minas Gerais isso é inadmissível. Diante de tamanha negligência e desrespeito, os trabalhadores e trabalhadoras em luta, decidiram retornar com a ocupação do HOGV, com a promessa de retirada apenas mediante o pronunciamento público do governador Fernando Pimentel a respeito da situação”, escreveu o Sindicato Único dos Trabalhadores em Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde).

O sindicato alega que pacientes estão tendo que deixar a unidade correndo risco de vida. “Hoje, a resistência e, porque não dizer, a existência ainda em atendimento do Galba Ortopédico se deve unicamente à luta dos servidores e usuários que, a duras penas, têm permanecido no local. O assédio no espaço tem sido cada vez maior, a ponto de pacientes em tratamento serem obrigados a se retirar da unidade ainda que sob risco de vida. Hoje pela manhã, a gestão da Fundação chamou a polícia para os ocupantes. Porém, os militares quando se deram conta da legitimidade da ação, se recusaram a fazer o boletim de ocorrência. A FHEMIG que age de maneira atropelada desde o começo, autorizou o trancamento da unidade com as pessoas no local”, reclamou o sindicato.

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A Fhemig se posicionou sobre o caso por meio de nota, leia na íntegra:

A partir do dia 11 de dezembro de 2017, a Unidade Ortopédica Galba Velloso (UOGV), que sempre funcionou como apoio ao atendimento do Hospital João XXIII, passará a funcionar como ambulatório para atendimento de pacientes de ortopedia.

O Hospital João XXIII e o Hospital Maria Amélia Lins passarão a realizar as cirurgias antes feitas na UOGV como também outros hospitais do sistema público de saúde de Belo Horizonte, sob a regulação da Secretaria Municipal de Saúde de BH, inclusive com o apoio dos novos leitos de ortopedia do Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro. Desta forma, busca-se assegurar o atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).


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