PF faz nova operação contra a UFSC

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (7) a operação Torre de Marfim, onde investiga o desvio de verbas por fundações de apoio da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A ação, que foi realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) e Tribunal de Contas da União (TCU), é um desdobramento da operação  Ouvidos Moucos. Foi após esta primeira ação da Polícia Federal que o reitor da universidade Luiz Carlos Cancellier cometeu suicídio.

A operação, que é feita simultaneamente em Florianópolis e Balneário Camboriú, realiza 14 mandados de busca e apreensão e seis mandados de condução coercitiva. A investigação apura se houve desvio de recursos, enriquecimento ilícito e fraude na contratação de empresas falsas ou de parentes de gestores.

“A UFSC, segundo informações da CGU, é a entidade recordista em recomendações para correção de irregularidades [na administração de recursos educacionais com verbas federais] no estado de Santa Catarina, com cerca de 120 recomendações, quase o dobro do segundo colocado”, informou a PF em nota.

A operação Tore de Marfim ocorre um dia depois de uma ação semelhante, feita pelos mesmos órgãos, contra reitores e trabalhadores da UFMG,
nomeada operação Esperança Equilibrista, apura a não execução de obras e o suposto desvio de recursos públicos destinados à construção e implantação do Memorial da Anistia Política do Brasil em parceria com a universidade.

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