O presidente peruano, Pedro Pablo Kuczynski, admitiu neste sábado (9) que foi assessor financeiro em um projeto ligado à Odebrecht.

Até então, ele negava qualquer vínculo com a empreiteira brasileira.

“Houve vezes que me contrataram para o H2Olmos, um projeto de irrigação (…) para a região de Lambayeque. Fui contratado para a empresa de Kallpa. Eu não era ministro, mas um particular que ganha a vida como fiz durante minha carreira profissional”, disse Kuczynski, em uma entrevista à rede “RPP”.

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A construtora Odebrecht é proprietária da H2Olmos SA, formada em 2009 para construir e operar o projeto de irrigação ao norte do Peru e para escavar um túnel de 20 quilômetros através dos Andes para transportar água e para regar os campos agrícolas no deserto.

Em novembro, Kuczynski negou ter vínculos com a construtora, depois que o ex-diretor-executivo dessa companhia Marcelo Odebrecht disse a procuradores peruanos ter financiado sua campanha eleitoral e tê-lo contratado como consultor.

O presidente é investigado no Congresso por suspeita de vínculos com a Odebrecht. Negou-se a comparecer para testemunhar diante da comissão.

Kuczynski foi presidente do conselho de ministros e ministro da Economia durante o governo Alejandro Toledo (2001-2006). Desde 28 de julho de 2016, é presidente para um mandato de cinco anos.

 


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