A ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, detalha o balanço de riscos considerado pelo colegiado na decisão de cortar a Selic (a taxa básica de juros) em 0,50 ponto porcentual, de 7,50% para 7,00% ao ano. De acordo com o documento divulgado nesta terça-feira, 12, o cenário básico da autoridade monetária para a inflação envolve fatores de risco em ambas as direções.

Por um lado, o comitê voltou a citar a combinação de possíveis efeitos secundários do choque favorável nos preços de alimentos e da inflação de bens industriais em níveis correntes baixos. Pelo lado positivo do balanço, o BC também mencionou que a possível propagação, por mecanismos inerciais, do nível baixo de inflação corrente pode produzir trajetória de inflação prospectiva abaixo do esperado.

Por outro lado, o Copom voltou a enfatizar que uma frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária. “Esse risco se intensifica no caso de reversão do corrente cenário externo favorável para economias emergentes”, repetiu o documento.


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