O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central afirmou na manhã desta terça-feira, 12, na ata do encontro da semana passada, que a economia segue em trajetória de recuperação gradual. O colegiado destacou também os avanços no emprego mesmo nessa fase inicial do processo de retomada da atividade.

“Essa conjuntura tem produzido elevação das projeções de crescimento para o ano corrente e para 2018, consistente com diagnóstico de que a retomada mostra-se mais consolidada”, destacou o Copom.

Os membros do colegiado repetiram a visão de que, em decorrência dos níveis atuais de ociosidade na economia, revisões marginais na intensidade da recuperação não levariam a revisões materiais na trajetória esperada para a inflação.

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Já sobre o cenário internacional, o Copom repetiu integralmente a avaliação do documento anterior, ao reiterar que a economia global tem evolução favorável, com recuperação gradual da atividade, sem que isso venha pressionando em demasia as condições financeiras nas economias avançadas.

Por outro lado, a continuidade no processo de normalização da política monetária nos países centrais tornou as condições financeiras globais marginalmente menos estimulativas. Segundo o BC, no entanto, o impacto nas economias emergentes tem sido limitado até o momento.

“Nesse contexto, os membros do Copom voltaram a destacar a maior capacidade que a economia brasileira apresenta de absorver eventual revés no cenário internacional, devido à situação robusta de seu balanço de pagamentos e ao ambiente com inflação baixa, expectativas ancoradas e perspectiva de recuperação econômica. Não obstante, os membros do Copom ponderaram sobre o risco para a economia brasileira de um revés nesse cenário internacional benigno num contexto de frustração das expectativas sobre as reformas e ajustes necessários na economia brasileira”, repetiu o documento.

Flexibilidade

O Copom reafirmou na ata do encontro da semana passada que há flexibilidade para reagir a riscos para ambos os lados na trajetória de inflação.

O comitê voltou a citar tanto o risco de que efeitos secundários de choques de oferta e propagação do nível corrente baixo de inflação produzam inflação prospectiva abaixo do esperado, quanto o risco de um revés no cenário internacional num contexto de frustração das expectativas sobre as reformas e ajustes necessários.

De acordo com o documento, o Copom avaliou que algumas medidas de inflação subjacente encontram-se em níveis confortáveis e outras em níveis baixos.

A ata traz o entendimento de que as expectativas de inflação estão ancoradas, com projeções de inflação um pouco abaixo da meta para 2018 e elevado grau de ociosidade na economia. Essa conjuntura, avaliou o Copom, prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural.

“Embora estimativas dessa taxa envolvam elevado grau de incerteza, os membros do Comitê manifestaram entendimento de que as atuais taxas de juros reais ex-ante têm efeito estimulativo sobre a economia”, completou o documento.

O colegiado ainda repetiu que o processo de reformas e de ajustes necessários na economia brasileira contribui para a queda da sua taxa de juros estrutural.


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