A Polícia Civil de Minas Gerais identificou a mulher que teria esfaqueado uma passageira de um ônibus Move em Belo Horizonte na última segunda-feira (11) após ser acordada de um cochilo. A autora, contudo, ainda não foi qualificada, mas uma imagem nítida captada por meio de câmeras de segurança já foi divulgada pela corporação. Ela esfaqueou a empregada doméstica Valdete Lopes Queiroz, de 49 anos, e fugiu em seguida.  Segundo a Polícia Civil, a mulher aparenta ter entre 25 e 35 anos de idade e no dia do crime trajava uma blusa de frio amarela, calça jeans e tinha os cabelos amarrados. 

As câmeras de segurança das estações do Move e do ônibus apontam que ela teria embarcado no coletivo da linha 61 (Venda Nova/Centro – Direto) por volta das 4h20 da última segunda-feira. Para a polícia, ela estava indo ou voltando do trabalho. Pelas câmeras, é possível notar que ao entrar no ônibus a mulher se assenta na parte da frente, próximo às catracas, estica as pernas e o corpo ocupando dois bancos e dorme. 

O crime. A confusão começa quando, cerca de 15 minutos depois, Valdete entra no coletivo falando ao telefone, aparentando algum tipo de exaltação. A empregada doméstica assenta de forma brusca ao lado da autora do crime e acorda a suspeita, que teria ficado irritada. As duas iniciam uma discussão e, alguns minutos depois, a suspeita pede ao motorista que pare para que ela desça fora do ponto de ônibus, na esquina entre a avenida Paraná e a rua Tupinambás, já no centro da capital. Muito rapidamente, ela saca um canivete, dá um golpe no tórax de Valdete e sai correndo em seguida em direção a rodoviária da capital.

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Valdete, então, tenta tirar a arma do peito e é socorrida pelos demais passageiros do ônibus. Segundo a Polícia Civil, eram poucos, sendo que apenas duas testemunhas foram qualificadas, incluindo o motorista do coletivo. A Polícia Militar foi acionada, chegou ao local e encontrou a empregada doméstica ferida. Ela foi levada para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, mas já chegou a unidade de saúde sem vida.

Segundo a Polícia Civil, testemunhas identificaram a mulher das imagens como sendo, de fato, a agressora. Segundo relatos, ela costumava pegar o coletivo diariamente. Na última terça-feira (12), oficiais chegaram a vigiar o local, mas não encontraram a mulher. Ainda segundo a corporação, a suspeita é de que ela seja moradora da região do bairro Landi, próximo a Justinópolis, em Ribeirão das Neves.

Para a polícia, a autora do crime teria descarregado sua raiva e seu estresse em Valdete, que, segundo familiares, já tinha o costume de falar alto e dividia sua rotina entre dois empregos. A Polícia Civil orienta que, em caso de reconhecimento da suspeita, seja feito o contato pelo telefone 181. A denúncia é anônima e sigilosa. 


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