Quem mora ou trabalha nas imediações do aglomerado Pedreira Prado Lopes (PPL), no bairro São Cristóvão, região Noroeste de Belo Horizonte, está aterrorizado com a guerra entre gangues dos traficantes. Na madrugada desta sexta-feira (15), três moradores de rua que são usuários de drocas foram baleados na guerra entre traficantes.

A situação piorou nos últimos dois meses. A Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que fica ao lado do Hospital Odilon Behrens, foi alvo de duas balas perdidas nas últimas semanas. Um dos tiros entrou pela janela do quarto de descanso dos médicos e ficou alojado na parede.

O medo é tanto que eles estão retirando os colchões das beliches e colocando no chão para dormir. Na última semana, a placa do estacionamento da UPA foi perfurada a tiros durante um conflito entre traficantes.

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Segundo testemunhas, o tiroteio desta sexta começou por volta das 2h e recomeçou às 5h. “Foram mais de 200 tiros”, contou a acompanhante de um paciente na UPA.

Insegurança

Quem mora no aglomerado também está aterrorizado com a proporção que a guerra tomou nos últimos dois meses. “Estamos em uma guerra. Não consegui nem levar minha filha para a escola de manhã, com medo do tiroteio recomeçar. Estamos sem condições até de sair de casa”, contou uma moradora.

Um médico da UPA conta que no mês passado traficantes armados invadiram o prédio correndo atrás dos seus desafetos para matar. Por sorte, as pessoas conseguiram se esconder.

A assessoria de imprensa do Hospital Odilon Behrens, que é responsável pela UPA, informou que a direção já se reuniu com a Guarda Municipal e com o comando da Polícia Militar, pedindo mais segurança para os funcionários e pacientes. Segundo a assessoria, as rondas foram intensificadas, mas o problema, que está dentro do aglomerado, continua colocando em risco a vida de quem mora na Pedreira ou trabalha nas imediações.

A reportagem procurou a 21ª Companhia do 13° Batalhão da PM, responsável pelo policiamento na Pedreira Prado Lopes, mas a informação é não havia ninguém para falar sobre o assunto. O caso será apurado pela 4ª Delegacia da Polícia Civil.


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