A Globo reuniu imprensa e convidados na noite de anteontem, no Rio de Janeiro, para o pomposo lançamento de “Deus Salve o Rei”, a nova novela das sete que estreia no dia 9 de janeiro. Os jornalistas puderam transitar pela rica cidade cenográfica e sentir o que vem por aí: o primeiro folhetim medieval da emissora tem figurino e cenografia imponentes e vai trabalhar com uma intensa produção de arte e muitos efeitos especiais, algo jamais visto em sua teledramaturgia. O grande elenco da trama – que foi escrita por Daniel Adjafre e que tem direção artística de Fabricio Mamberti – também estava lá: Marina Ruy Barbosa, Bruna Marquezine, Tatá Werneck, Romulo Estrela, Marco Nanini e companhia deram entrevistas e contaram um pouco da nova história de ação, romance e aventura. Confira!

Um enorme desafio

BRUNA MARQUEZINE está nas alturas com sua primeira vilã na TV, Catarina. Com mais de dez novelas no currículo, ela enfrenta o maior desafio da carreira. “É uma conquista. Eu nunca pensei que fosse tão difícil fazer uma vilã. Mas eu tenho a sensação de prazer e de realização. Com uma vilã de época é ainda melhor, é mágico, pois temos permissão de ir um pouco além”, revelou. A atriz, que está completamente mergulhada na personagem, acredita que Catarina veio na hora certa: “Eu até comentei com os diretores, que eu não estava preparada para a Catarina, que está sendo muito difícil de fazer. Mas estou entregue, dedicada, e por isso veio no momento certo: numa hora em que estou mais madura, uma jovem mulher com muita sede de trabalhar e de realizar sonhos”, finalizou.

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Mocinha apaixonada

MARINA RUY BARBOSA, a protagonista de “Deus Salve o Rei”, está apaixonada por sua mocinha: “A Amália tem garra, tem postura e chega a me dar força, sabe? Me sinto poderosa, é uma personagem que veio no momento certo pra mim. Ela é muito intensa”, gabou-se. E a ruiva ainda falou de sua relação com a colega Bruna Marquezine: “Esse nosso encontro em cena, já que nunca havíamos trabalhado juntas, é muito bacana. É muito legal estar com ela nesse momento, já que crescemos juntas na TV. Eu admiro muito as meninas que começaram pequenas e estão aí mostrando muito trabalho. É muito bom ver e sentir duas meninas se transformando em mulheres, lutando pelos sonhos”, finalizou Marina, reafirmando que estará na próxima trama de Aguinaldo Silva, seu xodó entre os autores.

Em defesa do personagem

Mais brasileiro do que nunca, o português RICARDO PEREIRA vem para sua 11ª novela no Brasil cheio de gás para interpretar um vilão, que logo no início da trama, será traído pela mocinha de Marina Ruy Barbosa. Assim, ele defende seu personagem com unhas e dentes: “Ele é obcecado pela Amália. E o que o motiva a ir atrás de uma vingança é porque ele se sentiu traído, e o público vai ver isso. Ele não é um psicopata, mas é capaz de tudo pelo amor. Vai tentar tudo o que for possível para reconquistar a Amália”, contou.

Para dar boas risadas

Na trama, Lucrécia, a personagem de TATÁ WERNECK, é escolhida entre diversas pinturas de mulheres nobres da época para se casar com Rodolfo (Johnny Massaro), futuro rei de Montemor. O retrato, no entanto, não é fiel à realidade, e Rodolfo leva um tremendo susto na hora em que conhece a futura rainha pessoalmente. “Assim como Lucrécia, já me achei feia na vida. Em cena, não tenho nenhuma vaidade. No dia em que eu colocar a vaidade na frente do meu personagem, não vale mais a pena”, contou.

Elogios do mestre

O experiente MARCO NANINI, que vive Augusto, o rei de Artena e pai da vilã Catarina, de Bruna Marquezine, é só elogios para a trama e para a nova geração de atores com que contracena. “A novela é muito cinematográfica, com uma qualidade incrível! E eu estou encantado com essa novíssima geração, que está chegando com tudo. Eu não tenho Facebook, nem Instagram, e essas meninas (Bruna e Marina) têm milhões de seguidores. Eu nem sei o que é isso… Mas elas são adoráveis, são criaturas muito disponíveis. É um encontro maravilhoso de gerações!”.


Nobre Sedutor e cafajeste

Outro português em terras tupiniquins, JOSÉ FIDALGO estreia na Globo em um papel bem intenso: ele será Constantino, Duque de Vicenza, um nobre sedutor e cafajeste que se envolve com Catarina (Bruna Marquezine) e terá cenas quentíssimas com ela. De alma guerreira, seu personagem não consegue manter-se longe de uma batalha por muito tempo. “Ele é muito mau, mas é um guerreiro. Se ele tiver que morrer, ele morre de frente, com integridade. E isso é forte”, disse o bonitão que colocou aplique para o papel. “Saber lidar com esse visual é um processo do dia a dia, mas eu estou gostando”, contou ele, revelando que foi convidado para a trama e nem precisou de testes.

Ético

CAIO BLAT é Cássio, o comandante do exército de Montemor, braço direito e conselheiro de Afonso (Romulo Estrela). “Meu personagem carrega um valor ético muito grande, digno desses cavaleiros de grande moral que defendem os príncipes. Deveriam existir mais deles na atualidade, como por exemplo na nossa política, que está de perna pro ar”, alfinetou.

Feliz

RÔMULO ESTRELA vive seu primeiro protagonista, Afonso, príncipe de Montemor e está feliz da vida com a oportunidade: “Tenho um encantamento por esse período medieval. Eu estou muito feliz por fazer parte disso tudo”.

Enredo do folhetim

AFONSO (Romulo Estrela), príncipe herdeiro de Montemor, é um homem honrado, justo e que foi preparado para, um dia, assumir o trono. Exatamente o oposto de seu irmão caçula, o irresponsável Rodolfo (Johnny Massaro), que só pensa em aproveitar as mordomias de sua vida de príncipe.

MONTEMOR é um reino próspero e rico em minério de ferro, mas onde falta algo essencial para sua subsistência: água. Artena, por outro lado, possui esse recurso em abundância. Um acordo garante que o minério produzido em Montemor seja fornecido a Artena em troca de sua água.

ARTENA é governado pelo rei Augusto (Marco Nanini), um homem sábio e benevolente, que tem em sua filha, a princesa Catarina (Bruna Marquezine), sua sucessora. Mas Catarina, ao contrário do pai, tem planos mais ambiciosos para seu reino e não medirá esforços para conquistar seus objetivos.

A MORTE da rainha de Montemor, Crisélia (Rosamaria Murtinho), avó de Afonso e Rodolfo, abala perigosamente a paz até então mantida entre os dois reinos. Afonso logo deverá se tornar rei, mas o amor pela plebeia Amália (Marina Ruy Barbosa), de Artena, o faz abdicar do trono, entregando o posto a seu despreparado irmão, o que torna ainda mais frágeis as relações com o reino vizinho. E, nesse momento, Catarina tem uma grande oportunidade de colocar em prática seus planos expansionistas.

*O jornalista viajou a convite da Globo


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