O irmão de Rodrigo Augusto de Pádua, suspeito de atirar na apresentadora Ana Hickmann, Helisson Augusto de Pádua, de 41 anos, conversou com a impressa na manhã desta segunda-feira (18), durante julgamento do cunhado da apresentadora , Gustavo Bello Correa, que atirou contra Rodrigo. Helisson acredita que o irmão poderia estar vivo. “Era uma arma só, porque ele deu três tiros na nuca do meu irmão?”, disse à imprensa.

Ele considerou ainda que um áudio gravado no dia do crime, Rodrigo teria afirmado que não mataria ninguém. O promotor Francisco Santiago espera que o cunhado de Ana Hickman vá a júri popular. Caso seja condenado, a pena pode variar entre 6 a 20 anos, segundo o representante do Ministério Público.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais deve decidir nesta segunda-feira (18) se Correa, irá a júri popular. Ele foi denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por homicídio doloso pela morte de Rodrigo fã que tentou matar a apresentadora em maio de 2016, em um hotel no Belvedere, região Centro-Sul da capital.

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Confira o depoimento:

Eu poderia esperar de qualquer pessoa uma tragédia dessa, menos dele. Porque não existia alguém mais amoroso e tranquilo igual meu irmão. Nunca levou nem discussão de Colégio para dentro de casa. Nenhum indício de violência. Ele era amoroso demais com minha mãe, sempre foi muito de família. Ele fazia companhia para meus pais em Juiz de Fora. Não tinha vício. Tinha uma disciplina de acordar 5 da manhã, dormia às 21h. Era um rapaz que nem no meu maior pesadelo poderia imaginar. Ele estava se dedicando aos estudos, ele ia fazer Medicina. Era o sonho dele. Ele estava montando uma microempresa também.

Eu vi meu irmão morto, na minha frente. Uns três ou  quatro dias antes de ele vir pra Belo Horizonte, eu fiquei sabendo que ele era fã dela. Para mim era uma coisa normal até então. Ele veio o BH sem me avisar. (Helisdon morava na capital na época). Ele disse que não queria me atrapalhar, porque eu estava trabalhando. Ele falou que alugou um hotel no Belvedere. Ele disse que veio para dar uma olhada, ele estava querendo ir para São Paulo, mas a mãe aconselhou que ele viesse para  Belo Horizonte primeiro. Ele disse que ia descansar e ficamos de se encontrar no outro dia, no dia da morte de Rodrigo.

Eu vi que Ana estaria na capital pelo jornal e imagino que o meu irmão queria um autógrafo. Por volta de 16h30, recebi uma ligação de outro irmão contando do atentado. Eu entrei em choque. Liguei para ele e nada. E fui tirar a duvida é me deparei com meu irmão morto.

Meu irmão falou claramente no áudio (do cabeleleiro) que não iria matar ninguém. Que não era assassino, que queria conversar. Todos os depoimentos foram contraditórios. O que aconteceu de fato é que meu irmão estava todo machucado e ele levou três tiros na nuca. Esperamos que a Justiça seja feita e que tudo seja esclarecido.


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