A prefeitura de Ipatinga, no Vale do Aço, confirmou na última sexta-feira (15) o primeiro óbito por febre Chikungunya na cidade.  A vítima, um homem de 67 anos, era portador de hipertensão. Segundo os resultados laboratoriais apresentados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), de Belo Horizonte, o paciente apresentava, inicialmente, sintoma de febre, que evoluiu para um quadro clínico de prostração, seguido de insuficiência renal aguda e também respiratória. O óbito ocorreu em 31 de julho deste ano, mas a investigação só foi concluída na última sexta.

A morte ainda não foi incluída no  balanço semanal da Secretaria Estadual de Saúde (SES/MG). Segundo a última divulgação da secretaria, nesta segunda-feira (18), estão confirmadas no Estado 12  mortes pela doença e outras nove seguem sendo investigadas.

Segundo a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, Mara Fernanda, o município se encontra em estado de alerta contra o Aedes. “Nós tivemos um aumento significativo de números de casos suspeitos de Chikungunya neste ano. As consequências da doença são graves, causando febres e dores prolongadas nas articulações. Com o período de chuva e a incidência de sol, o momento está muito favorável para a reprodução do mosquito. Nós precisamos retirar 10 minutos em nossa rotina diária para verificar dentro de casa os possíveis criadouros do vetor, que continuam sendo encontrados nos vasinhos de plantas com água parada, nos reservatórios ao nível do solo, nas vasilhas de água dos animais, nas calhas”, informou por meio da assessoria de imprensa.

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A infestação predial na cidade é de 1,5%, ou seja, a cada 100 imóveis visitados, cerca de dois apresentaram focos do mosquito Aedes Aegypti. Somente neste ano, 1.556 casos de Dengue foram notificados, 991 de Chikungunya e 63 notificações de Zika. 

*Com assessoria de imprensa da Prefeitura de Ipatinga 


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