Diante do “não” do prefeito Alexandre Kalil, o SetraBH informou que o transporte coletivo da capital poderá ser prejudicado por causa da falta de condições das empresas de pagar os trabalhadores e de abastecer os veículos com óleo diesel. O presidente da entidade, Joel Paschoalin, não informou quando exatamente e onde o serviço poderá ser paralisado, mas disse que o risco é iminente.

“Nossa grande preocupação é começar a ter pontos de interrupção de serviço na capital por falta de capacidade de pagamento. Vai da situação financeira de cada empresa”, ressaltou Paschoalin. Ele lembrou que, recentemente, as empresas fizeram parceria com a prefeitura e adquiriram 70 ônibus com ar condicionado e suspensão a ar, o que não estava previsto em contrato. 

“O risco (de paralisação) é que 75% da nossa despesa é mão de obra e óleo diesel. Em novembro, arrecadamos 78% do nosso custo total. Janeiro e fevereiro, o número de passageiros é menor por conta das férias. Nossa preocupação é que não vamos arrecadar na roleta nem o custo com mão de obra e  óleo diesel”, completou o representantes das concessionárias.

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O prefeito, por sua vez, disse que o problema é muito sério para ser resolvido antes de uma auditoria que revele exatamente a realidade das contas do setor. “Belo Horizonte transporta 30 milhões de passageiros por mês, mais de dez vezes o tamanho da população da cidade. Temos que abrir auditoria, os empresários que busquem seus direitos”, concluiu.


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