A operação Fênix gerou reações entre as instituições que tiveram servidores presos. A Polícia Civil informou ter determinado que os envolvidos sejam exonerados de seus cargos de confiança e ressaltou que “não compactua com desvios de conduta funcional”. Ainda segundo divulgou a corporação, a Corregedoria Geral de Polícia Civil apoia as investigações e deve instaurar processos administrativos para apurar os fatos.

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de Minas Gerais (Sindepominas) defendeu que a operação foi deflagrada na véspera do recesso forense com o objetivo de “frustrar o direito de defesa dos réus” e considerou “arbitrária” a prisão dos policiais.

“O que nos dá a entender é que fatos isolados de alguns policiais civis foram colocados em uma ação coletiva para fazer esse boom midiático. Não havia necessidade de expor a instituição, isso desestimula o policial”, reclamou a vice-presidente da entidade, Maria de Lurdes Camilli. Segundo ela, o advogado e o presidente do sindicato iriam para Uberlândia, no Triângulo, para acompanhar o caso e analisar medidas jurídicas cabíveis.

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O Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (Sindpol) enviou nota de “repúdio” à operação e se referiu à ação como “abusiva, panfletária e espetaculosa”.

A Polícia Militar ressaltou, em nota, que não há militares entre os suspeitos. Procurada, a Ordem dos Advogados do Brasil em Minas (OAB-MG) não havia se manifestado sobre as prisões de policiais civis e advogados até o fechamento desta edição.


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