Mulher teve ferimento na boca / foto: O tempo

Duas mulheres foram agredidas com vassouras e pauladas durante a tarde de Natal, na última segunda-feira (25), em Tiradentes, no Campo das Vertentes quando foram à casa dos suspeitos buscar uma criança de 9 anos,  que é filha de uma das vítimas. De acordo com a Polícia Militar, as mulheres têm 35 e 26 anos, são primas, e foram buscar a menina na casa do pai, onde a criança estava passando o natal. No entanto, quatro familiares do homem usaram vassouras e pedaços de paus, além de dar socos e chutes, para agredir as mulheres.

“Minha prima tem guarda compartilhada da filha de 9 anos e o juiz determinou que no dia 24 de dezembro a criança passaria o dia com o pai e no dia 25 com a mãe, mas até as 14h a criança não tinha sido entregue a mãe e fomos até a casa dele para buscar a menina. Quando chegamos na casa os familiares disseram que não iam entregar a criança e minha prima começou a gritar pela filha foi quando eles começaram a agredi-la. Eu tentei separar, mas um homem me segurou enquanto outro e mais duas mulheres me batiam”, conta uma das agredidas de 35 anos.

A mãe , de 26 anos, tem uma medida protetiva contra o pai da criança, de 31 anos, por causa das agressões sofridas anteriormente. Segundo as vítimas, o pai da criança dizia que a menina estava se divertindo e que não ia sair da casa. As duas mulheres moram na zona rural de Tiradentes e chegaram a casa do suspeito de carro. Após se livrarem das agressões as duas seguiram para um hospital da cidade, onde foram medicadas e liberadas e depois seguiram para a Polícia Militar e para a Delegacia de Polícia Civil onde a ocorrência foi registrada.

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“Nós tínhamos feito um almoço para a criança e tínhamos montado uma árvore de Natal, era para ser um dia de muita felicidade, mas nós acabamos passando o dia em hospital e na delegacia. Eu não estou conseguindo dormir por causa das dores e estou com muito medo de sair de casa. Ele já tentou atropelar a minha prima jogando o carro em cima dela ”, lamentou a mulher.

Segundo o Boletim de Ocorrência (BO) as agressões começaram depois que a mulher começou a gritar o nome da filha no portão da casa. As vítimas ficaram com hematomas no rosto, braços e pernas e no abdômen. A menina presenciou a confusão. Para a polícia, os suspeitos da agressão disseram que a mãe da criança já chegou na casa socando o portão e agredindo os familiares.

Os quatro agressores foram autuados por lesão corporal, assinaram um Termo Circunstancial de Ocorrência (TCO) no juizado especial e as partes foram liberados. Uma audiência sobre o caso foi marcada para março do ano que vem. A família dos agressores registrou na Polícia Civil um boletim de ocorrência contra as mulheres agredidas por ameaça.


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