Três dias após o temporal que arrasou Rio Casca, na Zona da Mata, o comerciante Carlos José Avelar, 44, ainda limpava a lama que invadiu sua lanchonete e continuava sem abastecimento regular de água. “Nunca vi nada parecido nessa vida. A chuva parece ter dado trégua, mas a destruição não”, disse, chorando. O drama dele é o mesmo de outras centenas de pessoas afetadas pelas chuvas em seis cidades da região. Além de Rio Casca, moradores de Urucânia, Santa Cruz do Escalvado, São Pedro dos Ferros, Santo Antônio do Grama e Piedade de Ponte Nova também contam os prejuízos e procuram se reerguer.

Em Rio Casca, parte da cidade está ilhada porque uma ponte caiu. Segundo a Defesa Civil, mais de 90% dos moradores do distrito de Vista Alegre, na zona rural, sofrem com a lama e a falta de água. Em alguns bairros da área urbana, a situação é semelhante. Na quarta-feira (6), Avelar tentava salvar a mercadoria que sobrou. “É lama que não acaba mais. Minha geladeira estragou, vou perder o estoque”, lamentou.

Outra moradora de Rio Casca, Flávia Martins, publicou no Facebook uma foto das vasilhas que tem usado para armazenar água de chuva e que recebe do caminhão-pipa enviado pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

Ela disse que está sem água desde sábado e que tudo está sujo em casa. “Estamos comendo em pratos e com colheres descartáveis. No mercado não está tendo água pra vender”, disse.

Em nota, a Copasa informou que a cidade está sem água porque falta energia para operar a Estação de Tratamento de Água (ETA). A situação deve ser normalizada nesta quinta-feira (7). A empresa disse ainda que a cidade é a única atendida por ela que continua sem abastecimento. 

 

Governador visita região mais afetada

O governador Fernando Pimentel (PT) visitou Rio Casca na quarta-feira para acompanhar o atendimento às vítimas das chuvas. Ele prometeu deslocar equipamentos para as estradas e outras vias, mas não anunciou verbas.

Segundo o governador, a prioridade é recuperar a estrutura, como a ponte de acesso ao município que cedeu, além de manter os moradores longe de possíveis riscos. “Estamos fazendo a inspeção necessária para ajudar o prefeito e os moradores a recuperar a cidade”, disse.

Fonte: O tempo


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