Após cinco dias hospitalizado em estado grave, morreu neste domingo (7), no Hospital de Pronto-Socorro (HPS) João XXIII, o ciclista Hugo dos Reis Canavelas, de 38 anos, que foi atropelado durante um treino em uma rodovia que liga as cidades de Caeté e Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte. 

O acidente aconteceu por volta das 9h30 da última quarta-feira (3), na MGC-262. O atleta, que é conhecido no mundo do ciclismo por participar de diversas competições, foi atingido de frente por um Ford Fiesta que, segundo testemunhas, teria invadido a contramão de direção. 

De acordo com a Polícia Militar (PM), o condutor do carro, de 31 anos, alega que seguia em velocidade compatível com a via, quando, ao fazer uma curva acentuada à esquerda, colidiu frontalmente com a bicicleta que seguia no sentido contrário. 

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Apesar da versão de testemunhas, que faziam parte do pelotão de ciclistas que seguia logo atrás da vítima, o motorista do carro alega que estaria totalmente na mão, mas um pouco à esquerda da pista por conta da curva que fazia.

Ele afirma que o ciclista provavelmente jogou um pouco para o lado para fazer a curva e acabou atingindo o carro. Após o acidente, ele parou o carro e aguardou a chegada da polícia. Ele passou pelo teste do etilômetro, que deu negativo. 

Os colegas de Canavelas argumentam que, possivelmente, o mato às margens da rodovia pode ter atrapalhado a visão do motorista, que não teria visto o ciclista vindo na direção contrária.

FOTO: REPRODUÇÃO / FACEBOOK
ciclista atropelado
O ciclista foi atingido de frente pelo carro com o documento atrasado

O carro do motorista foi apreendido por estar com a documentação atrasada, sendo o último documento o de 2016. Ele foi conduzido para a 3ª Delegacia de Sabará, onde acabou ouvido e liberado.

No dia do acidente, o ciclista foi atendido no local pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) com diversas fraturas pelo corpo e traumatismo cranioencefálico grave. Ele foi levado para o HPS em BH pelo helicóptero do Corpo de Bombeiros

Desde então ele seguia internado na unidade de saúde. A Polícia Civil (PC) foi procurada para saber se, agora, com a morte de Canavelas, o motorista poderá responder por homicídio, mas ainda não se posicionou. 

 

Comoção

Após a confirmação da morte do atleta, as redes sociais foram tomadas por homenagens de familiares, amigos e ciclistas. “Infelizmente mais uma vítima para a triste estatística em um trânsito violento, imprudente, estúpido e injusto. Mais um colega que se vai pela ignorância de um motorista imprudente, e a minha revolta é maior com aquelas pessoas que dizem que não deveríamos estar em determinado local pois ali não é lugar de andar de bicicleta”, desabafa um amigo e também ciclista. 

“Atletas são pessoas diferentes: discretos, de bem com a vida, individualistas por vezes, mas muito solidários e companheiros por inúmeras outras. Hugo Cavanellas era mais que isso: transpirava bons sentimentos. Mesmo sem contato próximo, cada conversa que tínhamos eram momentos especiais. A atenção, a preocupação e o desejo do melhor para o próximo podiam ser sentidos em cada palavra dita por esse herói”, homenageou um outro amigo do atleta. 

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