Um jovem, de 22 anos, foi assassinado com vários tiros na noite de segunda-feira, no momento em que saiu de casa para socorrer um homem embriagado que havia caído na rua e quebrado um braço. O crime foi por volta das 21h, na rua Urca, no bairro com o mesmo nome, na região Norte de Belo Horizonte.

Segundo testemunhas, surgiu um veículo Ford Ka de cor preta e os ocupantes disparam vários tiros na direção da vítima. Os atiradores fugiram em direção à avenida Severino Balesteros. Ninguém foi preso.

Segundo a PM, testemunhas disseram ter escutado a vítima discutindo com os atiradores e implorando para não ser morto. “Não faz isso comigo”, essas teriam sido as últimas palavras da vítima, segundo moradores.

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Logo depois, o vizinhos contam que ouviram vários disparos. “Muitos tiros. Na primeira vez foi pá, pá, pá, pá. Depois, na segunda vez, foram mais e mais tiros”, comentou uma vizinha que mora em outro quarteirão e, ainda assim, ficou com medo de sair de casa. “Não é a primeira vez que isso acontece aqui na rua. Já tivemos tiros várias vezes”, comentou a mulher.

A moradora conta que conhecia o jovem desde pequeno e que ele era um “bom menino”. Depois, segundo ela, ele fez amizade com quem não deveria. “Virou isso aí. Não vou falar nada, não”, comentou a mulher . Um outro vizinho não quis comentar o crime, com medo de represália. “Sou cego, surdo e mudo”, reagiu o morador.

A reportagem também tentou falar com os parentes da vítima, mas eles não quiseram falar. Uma tia, que pediu para não ser identificada, conta que apenas escutou o tiros. “Ninguém sabe o que aconteceu. Ouvimos os tiros e quando saímos na rua ele já tinha sido executado”, resumiu a tia.

A vítima levou tantos tiros na região da cabeça e do tórax que a perícia, que esteve no local, não soube informar a quantidade de perfurações no corpo. Os peritos recolheram 19 estojos de munição calibre ponto 40, no local do crime. O celular do jovem foi apreendido e entregue aos investigadores do Departamento de Homicídios, que também estiveram no local do crime. As ligações e as mensagens do aparelho serão analisadas.

O homem que estava caído na rua, com o braço quebrado, não levou nenhum tiro, segundo a PM. Ele foi socorrido no Hospital Risoleta Tolentino Neves e foi citado como testemunha no boletim de ocorrência. Ele será ouvido pela Polícia Civil, que instaurou inquérito para apurar o crime. Segundo a PM, o homem teria afirmado apenas que sofreu uma queda na rua e quebrou o braço. O Departamento de Homicídios da Polícia Civil informou ontem que ainda não apurou a autoria e nem a motivação do crime.

 


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