Atualmente, usar as redes sociais para se aproximar de pretendentes é uma coisa mais que comum, porém, isso não deveria acontecer com quem está dentro das penitenciárias brasileiras. Um vídeo supostamente feito do interior do Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, mostra um detento avisando para sua ‘crush’ que em breve sairá e que pretende encontrá-la. 

As imagens vem circulando nesta segunda-feira (8), entretanto, procurada, a Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap) informou que, pelas imagens, “não é possível identificar que se trata de uma unidade prisional administrada pela Seap”. 

Entretanto, segundo uma fonte ouvida por O TEMPO e que atua na penitenciária da grande BH, as semelhanças são grandes. “Pelos uniformes vermelhos pendurados e pelas características da cela, parece ser lá sim”, argumentou.

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No vídeo, o detento aparece sem camisa e sorrindo para a câmera enquanto manda um recado para uma pessoa chamada Jéssica. Ao fim, o detento ainda manda um beijo para a mulher

“É Jéssica, logo logo eu quero te ver o cê, viu? (sic) Daqui uns dias eu estou saindo, falta pouco. Depois vou te ligar, só não te liguei ainda porque estou sem tempo, tenho só uma horinha aqui. Fica com Deus, um beijão”, diz o preso. 

Assista: 

Em um áudio, que circula juntamente com o vídeo, o preso se identifica apenas como “Wesley”.  

 

Secretaria investigará vídeo

Ainda na nota enviada pela Seap a O TEMPO, a pasta informou que irá apurar a “procedência do vídeo”, sem dar mais detalhes sobre a investigação. Por fim, a secretaria aproveitou para lembrar que que o Complexo Penitenciário Nelson Hungria possui bloqueador de sinal de celular. 

Uma das maiores unidades prisionais do Estado, a unidade conta com o bloqueador desde junho de 2014. Entretanto, em maio de 2017, o juiz Wagner de Oliveira Cavalieri, da Vara de Execuções Criminais da comarca de Contagem, afirmou que o aparelho vinha apresentando defeito constantemente.

“Não é uma denúncia, é uma constatação. O bloqueador não está funcionando. Pelo que podemos apurar, quando esse bloqueador foi instalado ele não era para as novas tecnologias. A secretaria já está trabalhando na resolução do problema, e nos garantiu quem em menos de um ano será resolvido”, detalhou.

Conforme o magistrado, telefones continuam a ser apreendidos dentro da unidade prisional, mês a mês. “Atualmente, em média, apreende-se uns 15 celulares por mês na Nelson Hungria. Mas este número já foi maior. Mesmo com esse defeito, o bloqueador diminui bastante a incidência desse problema. Antes se apreendia mais de 50 celulares por mês no presídio”, lembrou.


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