Minas Gerais confirmou na terça-feira (9) mais duas mortes por febre amarela em 2018, totalizando três no ano. Os óbitos aconteceram em Carmo da Mata, na região Centro-Oeste, e em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte. Em Carmo da Mata, a vítima foi Fabiano Corrêa, 38, que morava na área urbana do município. Em Nova Lima, a vítima foi um pintor de 46 anos, residente em São Paulo, que estava na cidade mineira para passar as festas de fim de ano com a família. O secretário de Saúde de Nova Lima, José Roberto Lintz Machado, afirmou que o município investiga outra morte que pode ter sido causada pela doença.

O pintor morreu na última sexta-feira e ainda não se sabe em qual Estado ele contraiu a doença. Em Carmo da Mata, a secretária de Saúde Nathalia Resende, disse a vítima possuía um sítio na comunidade da Forquilha de Baixo, zona rural do município, onde suspeita-se que a doença tenha sido contraída. Na manhã de terça-feira, funcionários da Gerência Regional de Saúde (GRS) de Divinópolis foram para Carmo da Mata fazer um levantamento na região.

O primeiro óbito provocado pela doença neste ano no Estado foi confirmado na última sexta-feira em Brumadinho, na região metropolitana. A cidade tem também outra pessoa internada com sintomas da doença.

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As estatísticas oficiais do Estado, no entanto, têm apenas um caso confirmado. Os outros devem entrar no boletim epidemiológico que será divulgado até sexta-feira.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) divide o monitoramento da febre amarela em dois ciclos, sendo o primeiro entre dezembro de 2016, quando o surto começou, e junho de 2017. Nesse período, o Estado confirmou 435 casos da doença. No chamado segundo ciclo, foram confirmados oficialmente 11 casos no país, sendo um em Minas, de acordo com o Ministério da Saúde. Os outros também devem passar a integrar a lista federal até a semana que vem.

Para evitar a proliferação da doença, os parques das Mangabeiras e da Serra do Curral, e Mirante da Serra do Curral, todos na região Centro-Sul de Belo Horizonte, estão fechados. No parque estadual da Serra do Rola-Moça, a visitação está suspensa.

Vacinação. Na terça-feira, Carmo da Mata e Nova Lima reforçaram a vacinação. A cidade da região metropolitana informou que já tem 96% da população imunizada, mas pretende chegar a 100%.

Em Brumadinho, a imunização foi intensificada desde o fim da semana passada. (com Ailton do Vale)

Doses extras

Reforço. O Ministério da Saúde anunciou na terça-feira o envio de 33,6 milhões de doses extras de vacina para os Estados do Sudeste e para a Bahia. Minas Gerais recebeu 8,5 milhões dessas doses.

 

SP, RJ e BA terão vacina fracionada

SÃO PAULO. Cerca de 19,7 milhões de pessoas deverão ser vacinadas contra febre amarela a partir de fevereiro em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Para conseguir uma imunização em massa nessas regiões, onde o vírus não circulava até então e, por isso, não havia recomendação para a vacinação, o governo vai fracionar as doses, aplicando 0,1 ml em cada pessoa, o equivalente a 20% da dose padrão.

“É uma medida emergencial”, disse o ministro da Saúde, Ricardo Barros. “Nosso objetivo é poupar vidas. Para isso, a ideia é utilizar doses fracionadas da vacina, feitas com 1/5 da dose padrão”, completou. Segundo ele, estudos mostram que a dose fracionada tem eficácia semelhante à da dose integral por um período de oito anos – a dose integral protege por toda a vida. Crianças menores de 2 anos receberão a dose integral.

O fracionamento é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) quando há aumento de casos em animais e de casos de forma intensa e é necessário conter a transmissão rapidamente. 


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