Depois de o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), ter saído da reunião no Ministério dos Transportes, na quarta-feira (10), comemorando a garantia de que os veículos pesados serão proibidos em determinados horários no Anel Rodoviário de Belo Horizonte a partir de março, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) jogou um banho de água fria nessa declaração com uma nota publicada  no seu site. Segundo o órgão, o que ficou acertado foi apenas elaboração de um estudo até março para depois ser decidida a situação dos veículos de carga na via.

“A respeito do que foi veiculado nesta quinta-feira (11/01) pela mídia do Estado de Minas Gerais em relação ao tráfego no Anel Rodoviário de Belo Horizonte, o Dnit esclarece que ainda não houve qualquer decisão sobre restrição à circulação de veículos de carga no trecho. O que foi definido, até o momento, é que os estudos para avaliar os impactos de tal medida terão continuidade e deverão ser concluídos somente em março, quando só então será tomada uma decisão sobre o assunto”, dizia a primeira parte da nota.

A reportagem conseguiu falar com o prefeito no início da noite desta quinta-feira (11). Em um primeiro momento, ele não queria se manifestar. Mas, em seguida, deu seu recado: “A frase que eu tenho para o Dnit é a seguinte: ‘muito ajuda quem pouco atrapalha’. É a única declaração que eu vou fazer. Eu não pedi reunião nenhuma, quem me chamou para a reunião foi o ministro dos transportes, (Maurício Quintella), para resolver o problema”, afirmou Kalil.

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Questionado se a restrição aos caminhões foi garantida na reunião de quarta (10) no Ministério dos Transportes, ele continuou: “Foi a palavra foi do ministro, agora liga para ele. Quem manda é o Dnit ou o ministro?”.

Mais cedo, a reportagem ligou para a prefeitura da capital, que informou que não responderia sobre a nota do Dnit, bem como a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), que estava fazendo um estudo para implantação de áreas de escape para caminhões no Anel. O Dnit também não quis se pronunciar mais sobre o assunto.


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