Uma simples denúncia de tráfico de drogas no Aglomerado da Serra, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, que seria costumeira devido à grande criminalidade existente na região, terminou com um dos líderes de uma das maiores gangues da região preso na noite de quinta-feira (12).

Alberto Alves Celestrino, de 26 anos, conhecido como Gêmeo, seria o líder da gangue “Del Rey”. Ele tinha sete mandados de prisão em aberto, entre eles uma condenação a 37 anos de prisão por envolvimento em um atentado ocorrido em 2013 na praça do Cardoso, quando uma pessoa foi morta e outras 13 ficaram feridas durante um baile funk. 

Era por volta das 22h41 dessa quinta quando uma viatura da Polícia Militar (PM) que fazia patrulhamento de rotina na região recebeu a informação de uma testemunha anônima de que indivíduos estavam traficando no beco União, na favela Nossa Senhora da Conceição, que faz parte do aglomerado. 

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Os militares montaram uma operação e, chegando ao local indicado, se deparam com três indivíduos, sendo um deles o “Gêmeo”, que portava uma pistola em uma das mãos. O trio saiu correndo pelos becos e foram perseguidos pelos policiais, que viram o momento em que eles entraram em um barraco e saíram pulando os telhados. 

Após intensa busca, a PM conseguiu localizar um rapaz de 19 anos , que tentou dispensar uma bolsa que foi apreendida com 43 buchas de maconha no interior. Também foi detido um jovem de 18 anos, que portava um rádio comunicador, 47 pedras de crack e R$ 212 em dinheiro. 

Celestrino continuava foragido quando, em um dos becos, os policiais receberam a informação de um morador de que o homem estaria escondido em uma residência. Foi realizado o cerco e bloqueio e, nos fundos da casa, o líder da gangue acabou localizado em um cômodo. 

Com ele foi localizada uma pistola Tauros calibre .40, com treze cartuchos, 114 pinos de cocaína, R$ 800 em dinheiro, um rádio comunicador e dois celulares.

Ainda de acordo com a PM, não possível arrolar testemunhas da atuação da polícia no local, uma vez que os moradores temiam ser mortos pela gangue gerenciada por Celestrino.

 

Histórico de violência

Após conduzirem os presos para a 127ª Companhia da PM é que os policiais descobriram que Alberto Alves Celestrino seria, ao lado de seu irmão gêmeo, Augusto Alves Celestrino, um dos principais homicidas da “Del Rey”.

Ao longo dos últimos anos, eles estariam envolvidos em diversas mortes, sendo algumas delas notórias, como quando em 13 de fevereiro de 2008, os suspeitos executaram um casal de crianças após não encontrarem o alvo dos tiros em casa. 

FOTO: LEO FONTES
Chumbinho foi encontrado na casa da namorada
Foto de Alberto “Gêmero” Celestrino preso em 2013 após o atentado

Já no dia 18 de março de 2013, “Gêmeo” juntamente com seus irmãos teriam baleado 13 pessoas e mataram uma outra durante um baile funk que acontecia na praça do Cardoso. Por causa deste crime, Alberto e Augusto foram condenados em junho de 2017 a 37 anos de prisão. Um terceiro irmão dele, André Luís Alves Celestrino, também participou do crime, mas teve uma pena menor, de 34 anos de reclusão. 

Já recentemente, no último dia 14 de outubro de 2017, Alberto seria o responsável por torturar um morador do Aglomerado da Serra. O motivo seria a suspeita de que a vítima estaria passando informações para a gangue rival. 

A ocorrência foi encerrada na Central de Flagrantes (Ceflan) 3.


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