Duas adolescentes de 13 e 14 anos confessaram que deram início a lista que ficou conhecida como ‘ranking do sexo’ em Muzambinho, no Sul de Minas Gerais. A informação foi repassada nesta terça-feira (16) pelo juiz Flávio Schmid que acompanha o caso junto com a Polícia Civil.

“A adolescente de 13 anos contou que ouviu falar de uma lista feita da mesma forma em uma cidade da região e com isso ela teve a ideia de fazer o raking em Muzambuinho. Tudo isso foi feito com a  ajuda da outra adolescente”, conta o juiz.

Segundo o juiz, ainda está sendo investigado se foi realmente essa a motivação para a lista. Schmid diz ainda que a participação de outras pessoas na construção da lista ainda é apurada. “Elas deram início, mas outras pessoas foram complementando e com isso chegamos a essa lista com mais de 100 mulheres expostas. Tem mais gente que participou, além das duas”.

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As adolescentes serão ouvidas em juízo com o acompanhamento dos pais ainda nesta semana. Elas podem receber como pena uma advertência ou serem obrigadas a prestar serviços a sociedade. Os pais dela podem ser obrigados a pagar indenização.

Entenda o caso

O ranking do sexo foi descoberto no último dia 11 de janeiro. Ele expõe intimidades sexuais e faz ofensas a mulheres maiores e menores de idade, moradoras de Muzambinho. A lista se espalhou pelo Whatsapp e chegou até a Polícia Civil. Além de nomes, a lista também atribui apelidos pejorativos às vítimas.

As mães das adolescentes citadas no ranking, intitulado “TOP 100 Put…de Muzambinho”, procuraram a polícia para registrar a ocorrência. A maioria eram mãe de meninas de 13 a 16 anos. A lista já chegou até cidade de Monte Belo, no Sul de Minas, e está sendo “atualizada” com o nome das moradoras de lá.

O ranking

A lista, considerada machistas em comentários nas redes sociais, traz o nome de mais de 100 mulheres de várias idades, casadas e solteiras, atribuindo a elas o adjetivo de prostituta. Junto com os nomes são atribuídas às mulheres posições sexuais e ofensas, como “só tem cara de santa”, “a pior”, “quem nunca”, além de várias outras com palavrões. Segundo a Polícia Civil, alguns nomes são acompanhados de informações pessoais como nome dos pais, endereço, e até local de trabalho.

Os envolvidos que forem maior de idade podem responder por crimes como ameaça, calúnia, difamação, injúria e até falsa identidade, no caso de perfis falsos usados para compartilhar.


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