Uma situação inusitada está assustando os moradores de Belo Horizonte. Nos últimos dias há relato de, pelo menos, cinco pessoas que foram vítimas de tiros de algum tipo de arma não letal na cidade. Três delas na rua da Bahia, uma na Savassi, ambas na região Centro-Sul da capital e no Carlos Prates, região Noroeste de BH. As vítimas relataram a mesma dinâmica dos acontecimentos: são atingidas enquanto caminham, não sabem de onde vem o “tiro” e ficam com pequenas marcas arredondadas pelo corpo. Algumas vítimas conseguiram encontrar umas bolinhas brancas no chão que provavelmente teria sido o que as atingiu.

Na última terça-feira (16), a proprietária da marca de modas Na Lata, Camila Lanna, 29 anos, contou que foi atingida na rua da Bahia, por volta de 20h. Ela fez um relato pelo Facebook e postou fotos do acontecimento. Depois disso outras vítimas começaram a relatar que tinham passado pela mesma situação. Camila foi atingida em dois pontos da perna e ficou com ferimentos, ela preferiu não ir até um hospital, mas disse que o local ficou ardendo e inchado.

“Eu estava subindo a rua da Bahia cheia de sacolas com comida e de short por causa do calor. No quarteirão do Edifício Satélite eu senti uma coisa na minha perna e não vi nada. Depois eu senti uma dor mais duas vezes, parei e ainda vi que veio mais, mas não me acertaram, só que eu vi que acertaram outros lugares, minha sacola e outros locais”, relatou.

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Camila disse que estava com fone de ouvido e não ouviu os tiros. Mesmo atingida ela continuou andando e quando chegou em seu trabalho viu que estava machucada. “Eu não vi necessidade de ir ao hospital e já está cicatrizando. Essa noite eu senti muita dor para dormir, porque um dos tiros atingiu atrás do meu joelho”, afirmou a jovem.

Uma das vítimas, uma jovem de 28 anos, que preferiu não ser identificada, contou que na última quarta-feira (10), saiu da praça da Estação e quando subia a rua da Bahia junto com amigos foi atingida pelos tiros. “De repente começamos a sentir alguma coisa ardendo e entramos em uma lanchonete. Depois quando olhamos em nossos corpos estávamos marcados de vermelho. Alguns funcionários da lanchonete também foram atingidos. Nós achamos na rua umas bolinhas brancas, bem rígidas”, contou.

Embora não tenha feito Boletim de Ocorrência (BO), a menina contou que passava uma viatura no momento em que eles foram atingidos e que ela chamou os policiais, avisou sobre o ocorrido e pediu que eles ficassem atentos a situação. “Eu não sei se eles conseguiram identificar de onde estava vindo os tiros”, contou. A reportagem de O TEMPO ainda tenta contato com a polícia responsável pela região para saber mais sobre o ocorrido.

Uma outra jovem, que também preferiu não ser identificada, foi atingida também na rua da Bahia, próximo ao Maletta, por volta de 18h, na semana passada. “Eu atravessei a avenida Augusto de Lima e senti que fui atingida por algo no ombro, eu achei que fosse uma pedra, mas depois vi um machucado. Agora  vi o relato da menina pelo Facebook e vi que a marca dela era igual a que deixou no meu ombro”, disse.

Vítimas também são atingidas no Carlos Prates e Savassi 

Outras duas pessoas comentaram na postagem dizendo que também foram atingidas. Uma mulher disse que o marido dela também foi atingido nas proximidades do metrô Carlos Prates e um outro internauta conta que a sogra foi atingida por uma arma do mesmo tipo na região da Savassi.

Pelo Facebook várias pessoas estão preocupadas com a situação e algumas alertam para que os moradores evitem a rua da Bahia. Eles dizem que apesar das vítimas não terem ficado machucadas gravemente, a situação poderia ter sido pior caso elas fossem atingidas no rosto ou nos olhos, por exemplo.


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