A morte do músico Flávio Henrique, presidente da Rede Minas e da Rádio Inconfidência, confirmada hoje em Belo Horizonte, reacendeu o alerta sobre a febre amarela. Foi o segundo óbito confirmado pela prefeitura em uma semana.

A maneira mais segura de prevenir a doença é com a vacinação. Mas gestantes, idosos, pessoas imunodeprimidas e alérgicas a ovo não podem receber a vacina sob risco de reações graves. Nesses casos, a melhor prevenção é o uso de repelentes à base de icaridina e dietiltoluamida, substâncias que afastam os mosquitos que transmitem não só a febre amarela, mas também a dengue, o chikungunya e zika vírus.

Os repelentes são facilmente encontrados nas farmácias e drogarias de todo o Estado, e também podem ser manipulados nas farmácias de manipulação de acordo com as características individuais de cada pessoa. Segundo a diretora do Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais (CRF/MG), farmacêutica Adriana Tupynambá, esses repelentes têm excelente ação protetora e podem ser usados até em gestantes e crianças com mais de dois anos de idade.

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“Quando for comprar o repelente, é importante conferir se essas duas substâncias, que são recomendadas pela Organização Mundial da Saúde na prevenção de doenças desse tipo, estão presentes no rótulo. Só elas garantem efetivamente a proteção contra os mosquitos que transmitem doenças. E, sempre que necessário, consulte o farmacêutico para esclarecer as dúvidas em relação ao uso do produto”.

Para ter a ação protetora assegurada, o repelente deve ser utilizado conforme as orientações do fabricante e ser reaplicado várias vezes ao dia.

 

Reação à vacina

A vacina contra febre amarela é extremamente segura e têm baixíssimos índices de efeitos adversos. No entanto, pacientes que estão com sistema imunológico deficiente podem sofrer reações graves. Isso acontece porque a vacina contém o vírus da febre amarela em baixas concentrações.

Se o sistema imunológico não está em condições de defender o organismo do vírus, ainda que em pequena quantidade, o paciente pode acabar desenvolvendo um quadro semelhante ao da doença, o que é extremamente grave para quem já está com a saúde debilitada.

O mesmo acontece com quem é intolerante ao ovo, porque elementos da vacina se assemelham a algumas substâncias presentes nesse tipo de alimento.


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