Foi só a lista de participantes do “Big Brother Brasil 18” ser divulgada para os fãs do reality show perceberem: esta edição deve ser recheada de conflitos. Tudo porque o programa, que estreia nesta segunda-feira (22), na Globo, contará com concorrentes de mundos bem diferentes.

Por exemplo: Gleici, 22, vinda do Acre, já tirou fotos com Lula e abomina racismo e homofobia. Já Caruso, 34, de São Paulo, falou bem de Jair Bolsonaro há alguns anos e teve expostas declarações suas criticando homossexuais. Há ainda a cientista política e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Mara Telles, 53.

“O que pareceu muito claro na estratégia da direção foi colocar gente de esquerda e de direita, uma cientista política no meio e alienados em volta”, afirma Pedro Tapajós, mestre em comunicação pela UNB (Universidade de Brasília) e especializado em realities.

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Parte das mulheres selecionadas também parece bastante empoderada e já declarou que não abaixará a cabeça para homem nenhum. “O trabalho no ‘BBB’ é movido a dedicação e o respeito com o ser humano. É um programa feito por pessoas que respeitam as diferenças”, afirma o diretor-geral, Rodrigo Dourado.

Para o apresentador Tiago Leifert, não há características que definam um campeão, uma vez que não há receita pronta para vencer o programa. “Há infinitas possibilidades de como jogar o ‘BBB’. É possível jogar sozinho ou fazendo alianças. Dá para ser campeão sem ganhar nenhuma prova. Precisa saber negociar, entender a fraqueza e a força dos oponentes. Qualquer elemento pode ser usado como ataque ou diplomacia. Mentir, blefar, falar a verdade, ter sorte”, afirma o âncora.

Neste ano, a edição promete colocar os participantes em uma grande saia justa. Esta será uma temporada em que qualquer decisão tomada pelos moradores trará consequências. Em algumas provas, os confinados serão submetidos a dilemas em que cada escolha trará efeitos para si mesmo ou para os companheiros.

Transparência. Depois de uma temporada tumultuada no ano passado, com acusação de agressão e relacionamento abusivo, o “BBB” promete uma edição com mais transparência para o público, que, na edição 17, protestou por não ver o que se passava no confessionário – especialmente quando Emilly denunciou o comportamento violento de Marcos, que acabou expulso.

Neste ano, a direção decidiu colocar uma câmera 24 horas por dia no confessionário para que os espectadores ouçam tudo o que os participantes falam com a produção. “Finalmente descobriram que essa câmera tem função no jogo. Já houve 40 edições de ‘Big Brother’ na Inglaterra, e o confessionário sempre é a melhor parte, quando a gente fica sabendo das estratégias, e todos podem falar com o público. É uma mudança interessante”, afirma Pedro Tapajós.

Da mesma maneira, os áudios com instruções dadas aos participantes serão exibidos na íntegra para quem acompanha o reality ao vivo. A única exceção, segundo a Globo, se dará em casos excepcionais, como emergências médicas.

As votações passarão a exigir cadastro na internet, a fim de garantir que pessoas físicas estejam elegendo seus favoritos. Há também informações de que uma família de quatro pessoas deve disputar duas vagas neste início de jogo. Mas a Globo não confirma.

Fonte: O TEMPO


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