Os visitantes do Instituto Inhotim, maior museu a céu aberto da América Latina, em Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte, são obrigados, desde esta terça-feira (23), a apresentar o cartão de vacinação comprovando estar imunizado contra a febre amarela para ter acesso ao parque. A pessoa deve ter tomado a dose há mais de dez dias, que é o prazo para a vacina fazer efeito. A medida é uma ação preventiva do museu com a Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES).

Os visitantes são abordados por uma equipe preparada para receber e analisar o cartão ainda no estacionamento do local. Somente depois disso, ela tem acesso à bilheteria e à recepção do parque.

O museu oferece ainda repelente para todos os visitantes, para que eles se protejam não somente da febre amarela, mas dos mosquitos de uma forma em geral. O repelente é oferecido no estacionamento, na recepção e em outros pontos estratégicos espalhados pelo parque, como lanchonetes.

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Depois de comprovar a vacina, o visitante recebe um adesivo que garante o acesso às dependências do parque. “É uma medida preventiva para garantir a segurança das pessoas que visitarem Inhotim”, disse o diretor de operações do instituto, Gustavo Ferraz.

Por dia, o museu recebe cerca de 1,2 mil visitantes, de todos os cantos do país e muitos estrangeiros, que também são obrigados a apresentar o cartão de vacinação. “O mosquito não escolhe, né?”, alerta Gustavo.

Por mês, são mais de 30 mil pessoas circulando pelos 140 hectares do parque, onde estão 1,2 mil obras de artes, das quais 700 em exposição.

 

Foto do cartão de vacina no celular 

Uma turista do Rio de Janeiro não tinha o cartão de vacinação com ele, entrou em contato com a mãe, que mandou uma foto do comprovante por meio de um aplicativo de celular. Ela conseguiu entrar no parque, mas apresentando, também, um documento de identificação dela.

Para os turistas que estão em trânsito, ou que fecharam pacotes de viagem há mais tempo, e não foram avisados da obrigatoriedade do cartão, medida que passou a ser divulgada na quinta-feira da semana passada, a pessoa assina um termo de responsabilidade, garantindo que foi vacinada há mais de dez dias, e assume os riscos. Só, então, ela consegue ter acesso ao museu.

A advogada aposentada Inajá Bezilacqua, de 75 anos, viajou de São Paulo especialmente para conhecer Inhotim. Como ela tem mais de 60 anos e a vacina não é obrigatória, ela garantiu que está imunizada e, mesmo assim, assinou o termo de responsabilidade.

Para a advogada, a medida adotada pelo museu é válida. “Não podemos brincar com a febre amarela. Para qualquer lugar que tenha mato hoje em dia você precisa estar vacinado. A visita fica até mais tranquila. Estamos amparados”, disse a aposentada.


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