Na noite do último sábado, 20, por volta de 22h15, a vítima, Fabrício Marçal Vilela, saía de uma sorveteria no Centro de Ituiutaba, na Rua Vinte e Dois, próxima a esquina Avenida Quinze, em companhia de sua irmã. Segundo relatos de Fabrício, o mesmo segurava em uma das mãos um copo descartável de água e na outra um capacete, quando próximo à Avenida Quinze, o mesmo se deparou com o suspeito da agressão, momento em que o mesmo teria cuspido em Fabrício, que em reação, atirou o copo com água na direção do agressor, que por sua vez, teria proferido palavras em tom de injúria homofóbica, o hostilizando.

A vítima então o ignorou e tentou sair do local, quando o agressor teria corrido e tentado atacá-lo pelas costas, tendo Fabrício desviado, contudo, o agressor tentou retirar o capacete de sua mão para dificultar a defesa, não conseguindo aplicou uma “gravata” e, supostamente, tentou asfixiar a vítima.

Assim, algumas pessoas, além da irmã de Fabrício o auxiliaram para que a agressão física cessasse, permitindo que o mesmo acionasse a Polícia Militar de forma imediata, pelo fato do 54º Batalhão de Polícia Militar estar situação bem em frente ao local em que o fato ocorreu. Fabrício ressaltou que os militares que o atenderam foram bastante solícitos, imediatamente, fizeram rastreamentos para tentar localizar o agressor, conduto sem sucesso nas buscas. Assim, o Boletim de Ocorrência não pôde ser ratificado no momento, por não ser possível fazê-lo sem o nome completo e o endereço do suspeito. O que dificulta a imediata representação contra o suspeito, pois para o procedimento é exigido o registro feito por autoridade policial. Dessa forma, a vítima tentou fazer o registro no domingo, 21, porém apenas flagrantes são registrando durante o fim de semana. Finalmente, na última segunda-feira, 22, foi possível registrar o ocorrido, inclusive fazer constar o conceito homofobia na descrição da episódio, com motivação por ódio a gay ou lésbica.

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Após a denúncia, feita inicialmente por meio das redes sociais, mais pessoas começaram a enviar relatos em outros grupos de Ituiutaba, casos de agressões praticadas pelo mesmo suspeitos, porém, na maioria dos casos, não foi feito registro de ocorrência.

Entenda – Fabrício, durante a graduação na UFU, junto a demais colegas, formou grupo no sentido de levar o debate sobre gênero e sexualidade para dentro da universidade, por ser necessária uma preparação para trabalhar com as diferenças, promovendo assim práticas de políticas educativas justamente para evitar a ocorrência de fatos como ocorrido com o mesmo. O coletivo “As cores do Pontal” foi formado em 2013, realizando atividades para discussão, induzindo a adesão de professores para debates que problematizem o racismo, homofobia, transfobia e o machismo de forma geral, o que, segundo Fabrício, acabou gerando certa aversão por parte de alunos e de alguns professores.

Fonte: Pontal em Foco

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