Quem visitar o Zoológico de Belo Horizonte a partir do próximo dia 2 de fevereiro deverá apresentar o comprovante de vacinação contra a febre amarela juntamente com um documento de identificação para ter acesso ao parque. O anúncio foi feito nessa quarta-feira (24) pela Prefeitura da capital mineira. 

Conforme o município, o Zoológico ficará fechado ao público entre o próximo sábado (27) e o dia 1º de fevereiro. O motivo do fechamento visa as adaptações e reorganizações necessárias para garantir mais segurança aos animais e aos usuários. 

Segundo o presidente da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB), Sérgio Augusto Domingues, a obrigatoriedade da comprovação da vacinação é uma medida tanto para segurança dos visitantes quanto do grupo de animais do zoológico mais suscetíveis à doença, como que são os pequenos primatas.

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“No ano passado, os funcionários que atuam nos parques e no zoológico foram vacinados, por meio de uma ação específica em parceria com a Secretaria de Saúde. Este ano, estamos cobrando o comprovante de vacinação de todos os novos funcionários, prestadores de serviços, permissionários, enfim, de qualquer pessoa que necessite entrar nas áreas sob nossa administração. Embora não tenhamos registros de casos da doença nas proximidades do zoo, adotar essa exigência do cartão de vacinação para visitação do espaço é importantíssimo, pois é um dos locais da cidade que mais concentra pessoas aos finais de semana e está em meio à mata. Assim, sensibilizamos a população, aumentamos as taxas de vacinação, garantimos a segurança dos que visitam ou trabalham no zoológico, atuamos na contenção do avanço da doença para o meio urbano e também preservamos os animais que aqui estão”, afirma.

Ainda conforme o presidente da fundação, a Prefeitura tem o dever de agir preventivamente diante das questões relativas à saúde pública. “Para isso, deve utilizar todos os recursos disponíveis e necessários para isso. Esta medida está em sintonia com as recomendações recebidas diretamente da Secretaria Municipal de Saúde, órgão com o qual estamos trabalhando em conjunto sistematicamente diante deste cenário”, finaliza.

 

Pequenos primatas ficarão isolados

Ainda conforme Sérgio Augusto Domingues, os pequenos primatas do zoológico estão sendo retirados da área de visitação do público. “É necessário fazer o recolhimento desses animais para uma área reservada, que é toda protegida por telas finas, já que são os mais vulneráveis à contaminação. Infelizmente quem vier ao zoológico não poderá vê-los, mas é importante entender que essa é uma medida preventiva, temporária, num momento de alerta contra a doença”, comenta.

Já a partir do dia 2 de fevereiro, estarão fora da área de visitação as espécies de primatas bugio, parauacu, sagui-imperador, macaco-da-noite, mico-leão-de-cara-dourada, mico-leão-dourado, macaco-prego e guigó.

Por fim, a Prefeitura aproveita o momento de prevenção para destacar que os macacos não transmitem a doença aos humanos. No trabalho de prevenção eles são aliados, pois, quando contaminados, indicam que o local onde vivem pode ter um foco dos mosquitos transmissores infectados com o vírus. Dessa forma, os macacos contribuem para os trabalhos de zoonoses na eliminação dos focos da doença e na elaboração das estratégias de prevenção, como isolamento de áreas.


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