Enquanto viagens dão boas histórias para contar, o aeroporto traz muita dor de cabeça para o consumidor. Não é difícil encontrar pessoas que já tiveram algum problema, seja com atraso de voo, mau atendimento das companhias ou cobranças abusivas. Agora, reclamação relacionado a bagagens é o assunto da vez. De acordo com o site Reclame Aqui, no segundo semestre de 2017, as empresas aéreas, as agências de turismo e a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) somaram mais 2,7 mil queixas sobre o despacho das malas.

O volume mais do que dobrou em relação ao primeiro semestre de 2017, quando foram registradas 1,3 mil reclamações. O número de críticas no site aumentou depois que as companhias mudaram a política de cobrança das bagagens, depois da resolução da ANAC.
As companhias aéreas prometeram redução dos preços, mas as pessoas não estão sentindo no bolso. A mudança na cobrança foi feita, principalmente, depois de junho do ano passado. As reclamações contra as companhias no segundo semestre de 2017 foram maiores do que todo o ano de 2016. Ao todo, somaram-se 3.560 queixas no ano passado.
Confira o número de queixas contra as companhias por período:
1º semestre de 2016: 984
2º semestre de 2016: 1137
1º semestre de 2017: 1226
2º semestre de 2017: 2334
O número de reclamações contras as agências de turismo também teve um aumento expressivo. Neste grupo, o crescimento se deve, em grande parte, porque o consumidor descobriu que pagaria a taxa de bagagem no embarque. A alegação é de que, no pacote, não foram informados que o despache de mala não estava incluso.
 
Confira o número de queixas por período das agências de turismo:
1º semestre de 2016: 69
2º semestre de 2016: 70
1º semestre de 2017: 93
2º semestre de 2017: 393
De acordo com o presidente do Reclame Aqui, Mauricio Vargas, o consumidor está reclamando porque não foi cumprido o prometido, que é baratear as passagens. “Quando começou a se falar da nova resolução, iria ser usada a experiência usada em países europeus, mas a necessidade e realidade do consumidor brasileiro é completamente brasileiro. Sem dizer que as regras só beneficiaram as empresas”, afirmou.
De acordo com levantamento de preços de institutos de pesquisa, as tarifas aéreas aumentaram até 35% em outubro de 2017 com a mudança de regra.
Fonte: Estado de Minas

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