Será necessário a partir de agora que o clube devolva à empresa o valor investido para contratar jogadores Fonte: Divulgação

O presidente do Palmeiras, Mauricio Galiotte, explicou durante evento nesta terça-feira a nova relação entre o clube a patrocinadora, a Crefisa. Com um contrato modificado após multa da Receita Federal, será necessário a partir de agora que o clube evolva à empresa o valor investido para contratar jogadores, situação que, segundo o dirigente, não trará problemas aos cofres alviverdes.

“É um compromisso futuro, sim, mas é uma dívida coberta. Nós temos o ativo, que são os jogadores. Então, essa é uma operação casada, porque o Palmeiras devolve o dinheiro assim que vender os atletas”, afirmou Galiotte a jornalistas em São Paulo. A patrocinadora investiu até o momento cerca de R$ 130 milhões em contratações de jogadores.

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Nesta semana, o Palmeiras contabilizou o exercício do ano de 2017 com a receita recorde de R$ 531 milhões e aprovou o orçamento deste ano com previsão de superávit de R$ 33 milhões, condições que deixam o presidente tranquilo sobre o acerto com a Crefisa. “Se a mudança em termos contratuais tiver algum impacto, o Palmeiras está em uma situação bastante confortável e tem prazo suficiente. É uma operação casada. Então, temos o ativo, que é o atleta, a garantia de toda a operação”, afirmou.

A mudança de contrato entre o Palmeiras e a patrocinadora foi revelada na última semana. A empresa foi multada pela Receita Federal em cerca de R$ 30 milhões pela forma como as contratações bancadas eram declaradas no balanço. Antigamente, a classificação dos investimentos era como propriedade de marketing. Agora, tiveram de ser readequadas como empréstimo e sujeitas a remuneração da CDI.

“O que muda são os lançamentos contábeis a partir de 2018. Mas, na prática, não muda o fluxo de caixa, os compromissos da Crefisa com o Palmeiras continuam sendo os mesmos”, disse Galiotte. Para cada jogador que a Crefisa investiu, o Palmeiras terá de devolver o valor no momento da venda dele. Caso a negociação para a saída seja menos rentável, o clube terá dois anos para acertar a diferença.

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